Mostrada para a imprensa durante o Salão de Pequim, no início do ano, a versão híbrida plug-in do SUV Yuan Pro já tem data para ser apresentada no Brasil: 9 de junho. Mas, ao contrário do que era de se imaginar, a BYD adotará uma estratégia diferente e apostará em outro nome por aqui, o Atto 2. A informação foi confirmada pelo convite à imprensa para o evento de lançamento.
Se hoje a versão elétrica não é o que se pode chamar de sucesso – foram 1.314 unidades vendidas até o momento em 2026 -, a configuração híbrida DM-i terá a missão de transformar o SUV compacto em um modelo de volume, inclusive sendo fabricado na planta da BYD, em Camaçari (BA). A aposta é tamanha que ele passará na frente do Song Pro e será também o primeiro híbrido flex da chinesa no país.
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Fonte: BYD
Hoje, o SUV é vendido apenas como elétrico e com pacote fechado, ao preço de R$ 182.990. É um valor que o deixa muito próximo de seus irmãos maiores da linha Song e, por ser importado, também conta com limitações de cota, que logicamente priorizam modelos mais vendidos, como o Dolphin GS. Com a produção na Bahia, esses problemas deverão deixar de existir.
A versão híbrida deverá diminuir consideravelmente este valor, ficando mais próxima do que a marca cobra hoje pelo King, por exemplo. O sedã parte de R$ 172.990 na configuração de entrada, GL, e pode chegar aos R$ 175.990 na GS, topo de linha. Espere por valores na mesma faixa para o SUV.

SUV mudará pouco por fora, apenas trazendo entradas de ar maiores no para-choque
Fotos de: Divulgação

Fotos de: Divulgação
Em dimensões, o Atto 2 conta com cerca de 4,31 m de comprimento (pouco menos que um Hyundai Creta, que tem 4,33 m), enquanto largura e altura têm 1,83 m e 1,67 m, respectivamente. No espaço interno, a distância entre eixos fica na casa dos 2,62 m, enquanto o porta-malas tem 425 litros.
Além de ser o primeiro híbrido flex da marca por aqui, ele adotará a conhecida mecânica plug-in comum ao King e aos SUVs da família Song. Ele é composto por um motor 1.5 de quatro cilindros – que no compacto deve ser só aspirado -, bem como um motor elétrico. Do sedã médio ele deve herdar as opções de baterias. O King traz um conjunto de 7,8 kWh na GL, enquanto a versão mais refinada, a GS, conta com 18 kWh.

BYD Atto 8 foi primeiro a utilizar nomeclatura global por aqui
Foto de: Motor1 Brasil
Ideia é de relançamento
Até então utilizando seus nomes internacionais – como Song, Yuan e Dolphin -, o modelo vai seguir o Atto 8 e utilizar seu nome local na China, padronizando as nomenclaturas em todos os mercados. Tal como nos remakes e reboots de grandes produções audiovisuais, a ideia é de que o SUV seja quase relançado no mercado, dado seu potencial de vendas com preço menor e motor híbrido flex.
Com isso, a BYD terá muito mais argumentos de vendas com os clientes que buscam carros logo acima de onde está o ticket médio do mercado hoje – na casa dos R$ 150 a R$ 160 mil – e que não buscam um dos hatches que a chinesa oferece em sua faixa de entrada.
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