Presidente de Cuba diz que país não vai se render a Trump

Tensão

As declarações ocorreram no mesmo dia em que Trump assinou um decreto com novas sanções contra Cuba

Presidente cubano acusou Trump de elevar ameaças a uma escala perigosa | Foto Divulgação

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Diogo Luz

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel respondeu neste sábado às declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou na véspera que os Estados Unidos poderiam assumir o controle de Cuba “quase imediatamente”. Em publicação no X, Díaz-Canel disse que “nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba” e acusou Trump de elevar as ameaças de agressão militar “a uma escala perigosa e sem precedentes”.

Durante um evento em Palm Beach, na Flórida, Trump havia dito que os EUA poderiam tomar Cuba rapidamente e mencionou o envio de um porta-aviões para perto da costa da ilha. “Vamos parar a cerca de 100 jardas da costa, e eles vão dizer: ‘Muito obrigado. Nós nos rendemos’”, disse o republicano.

As declarações ocorreram no mesmo dia em que Trump assinou um decreto com novas sanções contra Cuba, mirando bancos estrangeiros com relações com Havana e setores como energia e mineração. Washington voltou a classificar a ilha como “ameaça extraordinária” à segurança nacional e manteve o embargo vigente desde 1962.

Díaz-Canel convocou a comunidade internacional a se posicionar sobre o episódio e questionar se “permitirá um ato criminoso tão drástico para satisfazer os interesses de um grupo pequeno, mas rico e influente, com ânsias de vingança e dominação”. O chanceler cubano Bruno Rodríguez também criticou a decisão, afirmando que o governo americano “responde com novas medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba”.

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