VW testa 1.5 TSI e sistema híbrido que virá ao Brasil

Afinal, o que estaria fazendo um Taos reestilizado rodando com camuflagem? O SUV médio recebeu sua primeira atualização de meio de ciclo há poucos meses, bem como uma mudança de nacionalidade, deixando de ser feito na Argentina para vir do México. Na verdade, o protótipo que você vê aqui está testando a nova motorização híbrida da alemã.

Segundo o portal argentino Autoblog que recebeu as imagens de leitores, trata-se do novo propulsor 1.5 TSI, cotado há anos para chegar a nossa região, e que pode enfim passar a ser disponibilizado por aqui no próximo modelo feito sobre a plataforma MQB37, nova base da alemã baseada na atual MQB e em elementos da MQBevo utilizada pelo Golf MK8, pensada especialmente para contar com eletrificação.

No caso dos Taos, falou-se ainda em mecânicas híbridas leves – com 48 volts e levemente mais sofisticada do que a utilizada por marcas como Fiat e Jeep em seus compactos – bem como a possibilidade de abastecimento tanto com gasolina quanto com etanol. Ou seja, trata-se de um conjunto que certamente estará também no mercado brasileiro.

Receita está no T-Roc

Mas como serão esses conjuntos? Uma boa dica é olhar o portfólio da marca no continente europeu, especialmente na nova geração do T-Roc. Ele é sempre oferecido como um modelo híbrido, deixando de lado as motorizações só a gasolina ou diesel oferecidos até pouco tempo atrás.

Desde a versão mais simples, o 1.5 eTSI é equipado com desativação de cilindros, turbocompressor de geometria variável, ciclo Miller e um BSG (Belt Starter Generator) de 48V no lugar do alternador. Esse conjunto tem mais chances de chegar primeiro aos VW brasileiros, já com produção nacional. Nesse caso, o propulsor pode render 131 cv ou 150 cv, sempre com 25,5 kgfm de torque, e que podem mudar numa calibração nacional.



Volkswagen T-Roc 2026 - Teste de estrada

Foto de: Volkswagen

Já o segundo é um híbrido pleno. Mais sofisticado que os sistemas híbridos leves, mas sem a necessidade de recarga dos plug-in, o híbrido da alemã recarrega a bateria enquanto roda, nas desacelerações e frenagens. O conjunto combina o motor 1.5 TSI evo2 – evolução do 1.4 TSI disponível hoje no Brasil – com dois motores elétricos e uma bateria de íons de lítio de 1,6 kWh (NMC), instalada sob o assoalho traseiro. 

Seu funcionamento, no entanto, é diferente do sistema usado nos modelos da Toyota. Ele trabalha em conjunto com os dois motores elétricos, um com função de tração e outro que atua como gerador – as potências específicas ainda não foram divulgadas.



O sistema híbrido completo Volkswagen T-Roc 2026

Foto de: Volkswagen

O resultado dessa união são versões de 136 cv ou até 170 cv de potência combinada, e um torque máximo de 31,8 kgfm. Assim, é consideravelmente mais forte que os 150 cv e 25,5 kgfm disponíveis no 1.4 TSI usado hoje por T-Cross, Nivus, Virtus e Taos.

Diferente da Toyota, que utiliza um sistema de engrenagens planetárias (e-CVT) para combinar as forças, a Volkswagen integrou os motores elétricos à transmissão de dupla embreagem (DSG). Na prática, isso significa que o motorista ainda sente as trocas de marcha físicas, evitando aquela sensação de ruído contínuo do motor em altas rotações, típica de modelos com câmbio CVT.

A ideia da alemã é que o conjunto ofereça um comportamento mais próximo ao de um carro puramente a combustão, mas com o “empurrão” imediato do motor elétrico. O motorista sente o torque instantâneo nas saídas de semáforo graças aos motores elétricos, mas percebe o carro escalando as marchas conforme ganha velocidade, como em um veículo flex a combustão.

Qual estreará?

A grande dúvida hoje, no entanto, é quem será o responsável por trazer a tecnologia por aqui. Sabe-se que a picape Tukan será eletrificada, mas muito provavelmente sem o conjunto híbrido pleno. Com promessa de ser revelada este ano – e lançada em 2027 – ela ainda não é um produto feito na MQB37. Um dos fatores é o custo, já que a VW quer que ela seja substituta da Saveiro, ao menos em suas versões para frotistas, bem como a fábrica que ficará responsável por sua produção, a planta de São José dos Pinhais (PR).

Mais certo, no entanto, é que a base e o sistema híbrido cheguem junto do Projeto Saga, que dará origem aos futuros SUVs nacionais da marca. Segundo a revista Autoesporte, os dois modelos inéditos podem crescer e se refinar tanto que se tornarão novos carros, com potencial para substituir o Taos no futuro. Além do SUV tradicional, o projeto prevê um modelo com estilo de cupê, que pode derivar do novo T-Roc europeu.

Como os veículos crescerão consideravelmente, é grande a chance de que a marca mantenha ao menos quatro modelos convivendo juntos. Os atuais Nivus e T-Cross seriam atualizados para ter ao menos opção de sistema híbrido leve. Já os do tipo pleno, mais sofisticados e com funcionamento parecido com o do Toyota Corolla, devem ficar restritos aos derivados do Projeto Saga.

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