Lançado com muita expectativa por parte da Toyota no fim do ano passado, não é exagero dizer que o Yaris Cross, o primeiro SUV compacto da marca feito no país, é sua maior aposta em anos. Mas, tal qual acontece com outros carros da japonesa, a versão escolhida para o Brasil não é a mesma vendida em outras partes do mundo.
O modelo escolhido para o Brasil, maior e com visual levemente mais maduro, nasceu em 2023 em mercados asiáticos. Feito na base DNGA, uma arquitetura simplificada da utilizada pelo Corolla e que tem origem na Daihatsu (subsidiária da Toyota), o modelo tem ainda custos consideravelmente mais baixos do que seu equivalente europeu, lançado em 2020.
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Fonte: Toyota
Já na Europa, o Yaris Cross leva outra vida. Com quase seis anos de mercado e já tendo recebido uma reestilização de meia-vida, já se fala até em uma segunda geração, agora com visual que pode ficar próximo do novo Prius.
Nas medidas, o modelo europeu está mais próximo dos novos SUVs de entrada no Brasil, como Fiat Pulse, VW Tera e Renault Kardian. Segundo a japonesa, o Yaris Cross feito por lá tem 4,18 m de comprimento, 1,76 m de largura, altura de 1,56 m e entre-eixos na casa dos 2,56 m.
Foto de: Reprodução
Foto de: Toyota
| Yaris Cross brasileiro | Yaris Cross europeu | |
| Comprimento | 4,31 m | 4,18 m |
| Largura | 1,77 m | 1,76 m |
| Altura | 1,65 m | 1,56 m |
| Entre-eixos | 2,62 m | 2,56 m |
| Porta-malas | 400 L | 390 L |
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É bem menos do que os 4,31 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,65 m de altura e entre-eixos de 2,62 m da versão vendida por aqui, que está entre os maiores entre rivais como VW T-Cross ou Hyundai Creta, e já se aproxima do irmão maior, o Corolla Cross. No porta-malas, os dois são bem equivalentes, com a versão brasileira sendo ligeiramente maior (400 litros) contra os 390 do europeu.
Tal como no desenho e na base, a mecânica também tem diferenças notáveis. O Yaris Cross de especificação europeia traz motores 1.5 de três cilindros da família Dynamic Force. Ele pode ser aspirado ou híbrido, além de tração dianteira ou integral e opção de câmbio manual de seis marchas ou CVT.
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Na configuração vendida no mercado brasileiro, entretanto, a Toyota disponibiliza dois motores 1.5, ambos de quatro cilindros, sendo um deles, o aspirado, herdado do Etios e do Yaris, tendo ainda opção de um híbrido pleno de ciclo Atkinson, sempre ligado a câmbios CVT.
No visual é que se percebe quão diferente os dois são. Enquanto o Yaris Cross vendido no Velho Continente está mais para uma versão aventureira do hatchback vendido por lá, o Yaris Cross emergente é um novo modelo de fato, que pouco tem em comum com os hatch e sedã vendido por aqui até meados de 2025.
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Foto de: Toyota
A versão vendida aqui, em especial, busca inspiração em irmãos maiores, com um leve tom de Lexus nas lanternas traseiras, além de frente claramente inspirada no RAV4, com a característica grade trapezoidal, faróis afilados e as luzes de neblina quase que verticais no para-choque frontal.
Como a ideia sempre foi posicioná-lo como uma opção mais familiar, seu visual acaba ficando mais alinhado com o público da marca. É algo que já acontece também com o Corolla, que por aqui chega em sua versão europeia e asiática, menos esportiva do que as pensadas para o mercado norte-americano, onde tem posicionamento mais baixo dentro da gama da marca.
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