Quase tão tradicional quanto a Copa do Mundo, a cada quatro anos, são as séries especiais alusivas ao esporte mais famoso do país. Mas há uma marca, em especial, que sempre atrelou mais à sua imagem ao evento, aproveitando para criar um hábito de décadas, iniciado em 1982.
Naquela edição, ocorrida na Espanha, o buzz em torno da seleção do técnico Telê Santana estava aclamadíssimo, e era natural que as marcas aproveitassem o momento para tentar criar mais identificação com produtos nacionais e, por que não, também aumentar as vendas sem muitos custos adicionais.
15
Fonte: Reprodução
Mas nem o time dos sonhos, com Sócrates, Cerezo e Falcão, foram o suficiente: o Brasil acabou eliminado na segunda fase de grupos para a Itália em um 3 x 2. Enquanto isso, nascia a série especial Copa, de 3.000 unidades.
Foto de: Reprodução
1982 – Gol Copa impulsionou linha BX
Foi nesse ano que a Volkswagen, então líder de vendas no país, criou a primeira série especial do Gol, novato no mercado e até aquele momento longe do sucesso que teria anos depois. Nascido como sucessor do Fusca e da Brasília, o compacto não embalava, muito graças ao seu motor 1.300 a ar, vindo do velho Besouro.
A alemã sempre teve tradição de ligar os nomes de seus carros a esportes ou ventos, então era a chance perfeita de dar um significado ainda maior ao nome Gol. Como diferenciais, trazia rodas de liga leve aro 13″, faróis de milha, volante de Passat TS, manopla com formato de bola, painel com conta-giros e um motor 1.6 – ainda a ar – com carburação dupla e 66 cv e 12 kgfm. Já foi um belo pontapé para ajudar o Golzinho a se aproximar do público brasileiro.
Foto de: Reprodução
1994 – Segundo Copa inovava pouco
Ainda em sua primeira geração e em vias de ser substituído pelo Gol AB9, o ‘bolinha’, a alemã precisava dar fôlego ao veterano, que passou a concorrer, do dia para a noite, com vários rivais mais atualizados, como o Chevrolet Corsa.
Nesta segunda edição, o Gol Copa buscava referências nos modelos mais esportivos do hatch, em especial GTS e GTI. Vinham deles o aerofólio, volante quatro bolas, lanternas fumê e encostos de cabeça vazados. Sob o capô, trazia apenas o 1.6 AP de 76 cv e 12,9 kgfm, ligado ao câmbio manual de cinco marchas. O grande pênalti é que só era oferecido sem ar-condicionado e direção hidráulica, itens que não constavam nem como opcionais.
A série veio com sabor de vitória, já que a edição de 1994 marcou o fim do jejum de 24 anos da Seleção sem um título. Ocorrida nos EUA, a equipe deu um baile nos italianos durante os pênaltis, cravando 3 x 2 após um 0 x 0 no tempo normal e prorrogação da final.
Foto de: Reprodução
2002 – O Gol Sport
Deixando de lado o nome Copa, o terceiro Gol pensado para uma Copa do Mundo veio ao mundo em 2002, ano do Penta. Ocorrida na Coreia do Sul e no Japão, a edição não foi patrocinada pela alemã, o que não permitia, assim, que a VW utilizasse a sigla de 82 e 94. Naquele ano, a Seleção fez 2 x 0 contra a Alemanha.
De qualquer forma, não deixava de ser o carro comemorativo do Mundial, algo reforçado até nas campanhas de marketing do modelo. Ele também não trazia tantos diferenciais estéticos em relação aos Gols tradicionais. Na verdade, só era possível identificá-lo por alguns desenhos alusivos no lado esquerdo da tampa traseira e também nos paralamas.
Trazia rodas aro 14” de ferro com calotas de Santana, faróis com dupla parábola e o motor 1.0 16v, na época considerado o mais potente do mundo, com 76 cv de potência e 9,7 kgfm de torque. Também diferente dos Gol Copa oferecidos antes, o Sport tinha como opção oito tonalidades diferentes, sendo elas prata, verde, branco, vermelho, dois tons de azul e – talvez a mais famosa – amarelo. Ao todo, foram 15 mil unidades produzidas.
Foto de: Reprodução
2006 – Gol G4 Copa
Com o Brasil em alta, a Volkswagen aproveitou a oportunidade para voltar a oferecer a série comemorativa com o nome Copa, em 2006. As expectativas, no entanto, acabaram sendo frustradas ainda nas Quartas de Final, quando a Seleção foi eliminada por 1 a 0 contra a França.
Na época, o Gol já vinha de um envelhecimento e uma reestilização polêmica, que acabou simplificando toda a linha em favor de abrir espaço para os mais modernos Fox e Polo. Tal como nas edições anteriores, a alemã dava ao carro visual mais esportivos sem que isso significasse exatamente que ele era mais completo.
Ar condicionado e direção hidráulica continuavam a ser itens opcionais, bem como trio elétrico. Seu principal diferencial era trazer uma moldura plástica na grade dianteira, em V, além de adesivos e logotipos espalhados pela parte externa.
E, pela primeira vez, ele era oferecido tanto com o motor 1.0 quanto o 1.6 de 8V, ambos flex. Nos 1.0, vinha com ‘supercalotas’ e visual mais franciscano, enquanto no 1.6 trazia rodas de liga leve aro 15 vindas da versão Power. Ao todo, foram 16.000 unidades.
Foto de: Reprodução
2010 – Parceria com a CBF e linha Seleção
Depois de tantos anos utilizando a Copa do Mundo como tema, em 2010 a fabricante alemã mudou de estratégia. Fechou patrocínio com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e tornou-se a patrocinadora oficial da equipe.
O nome deixava de ser Copa e passava a focar na Seleção Brasileira, adotando agora essa insígnia. Disponível no Gol G5, a primeira série especial dessa geração seguia a ideia de 1982, focando em acabamentos únicos e diferenciados.
Foram 3.000 unidades feitas sempre na cor azul, com motor 1.0 e rodas de liga leve de 14”. Trazia também pedais de alumínio, maçanetas e anel da alavanca de câmbio cromados, herdando detalhes de estilo da versão Power.
Tal como ocorreu em 2006, a Seleção acabou eliminada do Mundial daquele ano, realizado na África do Sul. A queda ocorreu em um jogo de 2 a 1 contra a Holanda, novamente na fase de quartas de final do torneio.
Fotos de: Reprodução
Fotos de: Reprodução
2014 – A Copa do Brasil
Para marcar a primeira – e até o momento única – vez em que o Mundial foi realizado no Brasil, a marca não economizou. Também era a primeira vez em que a série contava com mais de um modelo, estendida para o Voyage e o Fox.
Como nos anteriores, a aposta de toda a família era em detalhes estéticos. As rodas de liga leve de 14” ou 15” tinham formato que lembrava uma bola. Portas, para-lamas e tampa traseira vinham com adesivos Seleção e o escudo da CBF.
Foto de: Reprodução
No caso específico do Gol, retornava a cor amarela famosa nas edições de 2002 e 2006, mas era oferecido em outros tons. Tinha opções em azul, preto, prata ou branco, tal como as cores presentes na camisa do time brasileiro.
Todos dispunham de motores 1.0 e 1.6 da família VTH, de até 76 cv e 10,6 kgfm. No propulsor maior, a potência ficava em até 104 cv e 15,6 kgfm, com a opção extra do câmbio automatizado I-motion.
Foi a última vez que a marca apostaria em uma série especial focada nos esportes até o retorno do acordo com a CBF, em 2026. A retomada rendeu a criação do inédito VW T-Cross Seleção, que foi lançado oficialmente em abril.
34
Fonte: Volkswagen
2026 – T-Cross Seleção
O modelo é considerado uma série limitada, mas a Volkswagen não citou um número específico de unidades disponibilizadas. Entre os diferenciais, o T-Cross traz as rodas de liga leve diamantadas de 17” herdadas da versão Comfortline.
Equipado com pneus Pirelli Seal Inside, tem pedaleiras em inox e adesivos com o nome Seleção e as cinco estrelas. Os retrovisores e maçanetas vêm em preto brilhante, além de tapetes em carpete personalizados e outros easter eggs.
Queremos a sua opinião!
O que você gostaria de ver no Motor1.com?
Responda à nossa pesquisa de 3 minutos.
– Equipe do Motor1.com