O ano de 2025 promete ser um dos melhores dos últimos tempos em vendas de motocicletas novas. E com isso, o mercado brasileiro começa a atrair mais montadoras que querem um pedacinho do nosso sucesso. Algumas marcas já confirmaram sua chegada, enquanto algumas têm fortes indícios apontando para sua estreia por aqui.
E não é para menos, marcas com menos tempo de mercado, como as indianas Royal Enfield e Bajaj, já entraram no Top 10 de montadoras em 2025. A chinesa Shineray também começou a trazer motos da chinesa QJ Motor para cá num esforço para ter produtos de posicionamento mais premium. Mas elas devem receber a companhia de mais rivais.
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Fonte: Voge Motorcycles
Voge
Em dezembro de 2025, a chinesa Voge confirmou sua chegada ao Brasil. É marca premium do grupo chinês Loncin Motor. A empresa anunciou sua estreia nacional e afirmou que revelará ainda este ano os primeiros modelos que serão lançados e produzidos no Brasil a partir de 2026. A comercialização deve ter início no primeiro trimestre.
Embora ainda não tenha confirmado quais motos estarão no portfólio inicial, o site brasileiro da marca destaca duas famílias globais: Trofeo, com opções de 300 cm³ a 525 cm³, e Valico, com modelos entre 300 cm³ e 900 cm³.
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Fonte: CFMoto
CFMoto
A chinesa CFMoto confirmou que passará a comercializar seus produtos em nosso mercado em breve, sem dar uma data específica. A CFMoto já opera no Brasil há 10 anos por meio do Grupo Unique, mas atua até agora apenas com modelos off-road, UTVs e quadriciclos. Também vale ressaltar que a marca chinesa opera em joint ventures com outras montadoras conhecidas, como Yamaha e KTM. A CFMoto até o momento confirmou quatro modelos a serem oferecidos no mercado brasileiro em 2026. São elas as aventureiras Ibex 450 e 700 e as estradeiras CL-C 450 e CL-C 450 Bobber.
Revelada na Europa em março do ano passado, a Ibex 450 promete ser o carro-chefe da marca por aqui. É uma aventureira de média cilindrada que, olhando rapidamente, pode até lembrar alguns traços de modelos da linha Adventure da KTM. O motor de 449 cm³ é bicilíndrico e tem duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC) com arrefecimento a líquido. No total, entre 44 cv de potência a 8.500 rpm e 4,3 kgfm de torque a 6.500 rpm na configuração oferecida na Europa. O câmbio de 6 marchas tem embreagem assistida e deslizante.
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TVS
Uma das gigantes indianas das duas rodas tem um caso de idas e vindas com o Brasil. Já teve os produtos da linha Apache vendidos por aqui em parceria com a Dafra. Hoje, a TVS Sport 110i é oferecida por meio de uma complexa parceria com a empresa de aluguel Mottu. No entanto, pode ser que a marca queira fincar os pés de vez por aqui.
Segundo apurou o site Motoo, a TVS deve iniciar a operação própria no Brasil ainda em 2026, focando em motos na faixa de até 200 cilindradas com scooters e ainda pode trazer de volta os produtos da linha Apache, que chegaram a fazer sucesso no Brasil, mesmo com os volumes limitados por conta da parceria com a Dafra.
Foto de: Hero MotoCorp
Hero
Mais uma marca indiana de olho no Brasil é a Hero. A empresa tem credenciais fortes, tendo sido parceira local da Honda na Índia por décadas e hoje desenvolve produtos localmente em parceria até com a Harley-Davidson, rendendo a moto mais barata do mundo da estadunidense. Desde agosto de 2024 que se sabe das intenções da Hero por aqui e os planos podem se concretizar em 2026.
Um relatório de resultados do segundo trimestre de 2024 distribuído aos investidores da Hero MotoCorp revelou algo interessante para o Brasil. No campo dedicado aos destaques da empresa no período, foi informada a inauguração de uma linha de montagem no Nepal em conjunto com a CG Motors e também o anúncio dos preparativos para uma unidade produtiva para veículos de das rodas no Brasil.
A diferenciação entre estes dois pontos é importante. A operação no Nepal é claramente uma unidade pensada apenas para a montagem das motos da marca com peças importadas da Índia. A operação brasileira, da forma com a qual foi escrita no relatório, leva a crer que a Hero já quer entrar no Brasil com uma fábrica de fato. Hoje, a Royal Enfield e a Bajaj operam em regime CKD em Manaus, com peças importadas e montagem final no Brasil.
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