Já flagrada rodando pelo Brasil, a segunda geração do VW Nivus foi vista em testes pela Europa. Flagrada pelos fotógrafos do Motor.es, a unidade – uma mula de testes – apareceu sem nenhum tipo de disfarce e, vale dizer, não representa o modelo que chega às lojas até 2028.
Isso porque a carroceria do atual serve apenas para dar forma à motorização, parte elétrica e suspensão testadas no momento. Em fases iniciais de projeto, é comum que se use o que há na prateleira das fabricantes, e é por isso que o modelo visto por lá conta com uma frente tão diferente.
7
Fonte: Motor.es
Repare, por exemplo, como o para-choque dianteiro – que parece um misto do presente no Nivus atual sem a grade superior e com a entrada de ar do Tera – é preso por parafusos nada discretos na emenda da peça com o para-lama. Isso denota que ela foi encaixada ali apenas para testes de arrefecimento e ventilação do propulsor.
Os faróis também são próprios, não tendo o visual presente em nenhuma das frentes que o SUV cupê teve por aqui, nem de seu equivalente europeu, o Taigo. A lataria adaptada mascara também mudanças de bitola e arquiteturas do painel. As rodas, por exemplo, têm offset positivo elevado, ficando muito mais para dentro das caixas de roda do que o habitual. Isso se deve à nova base MQB37, a evolução da MQB A0 presente nos Polo, T-Cross e derivados.

Foto de: Motor.es
Como a base atual traz limitações para o uso de sistemas avançados de eletrificação mais robustos, a ideia é que essa nova geração, parte do Projeto Saga, fique com o conjunto mais bem trabalhado da alemã, o HEV, enquanto modelos feitos na base antiga, como será o caso da picape Tukan, usarão sistema MHEV, do tipo leve de 48 volts.
O que não muda é o propulsor 1.5 TSI, evolução do atual 1.4 usado desde o Nivus até o Taos. Ele já chegará como flex. Nas versões de entrada do novo Nivus – ou qualquer que seja o nome do SUV cupê do Projeto Saga, a ideia é que ele tenha na casa dos 150 cv e 25,5 kgfm, com chances de adotar o câmbio automático de oito marchas já presente no Taos, e aliado ao conjunto MHEV. Nas mais sofisticadas, entra o HEV, vindo do T-Roc e Golf europeus. Ele traz mais potência e torque, com 170 cv e 31,6 kgfm,
SUV crescerá tanto que pode ganhar novo nome
Os flagra recentes por aqui com unidades do T-Roc não foram por acaso. Além do sistema eletrificado, ele dará origem ao modelo acupezado do Projeto Saga. As dimensões crescerão bastante, indo para a casa dos 4,50 metros (ante os 4,26 do atual) e já flertarão com o segmento de médios.
Com isso, segundo a Auto Esporte, são grande as chances que os dois produtos dessa nova linha de modelos virem os novos concorrentes de Toyota Corolla Cross e Jeep Compass, na faixa dos médios de entrada, com potencial de suceder, no médio prazo, o Taos. Já na base, a marca terá o Tera e deve manter as atuais gerações de Nivus e T-Cross com leves modificações, mas só como MHEVs.
A publicação também detalha que o motor a combustão nacional passará por modificações profundas na comparação com o equivalente europeu. A engenharia abriu mão do sistema de desativação de cilindros utilizado lá fora e adicionou dois motores elétricos ao conjunto: um funcionará exclusivamente como gerador de energia e o outro será o responsável por tracionar as rodas.

39
Fonte: Volkswagen
O gerenciamento do sistema fica a cargo de uma nova unidade de controle equipada com embreagem multidisco eletrônica, componente que faz o acoplamento e o desacoplamento do motor térmico conforme a demanda. Para alimentar o sistema elétrico, a Volkswagen instalou uma bateria de 1,6 kWh com refrigeração líquida posicionada sob o banco traseiro.
Esse arranjo mecânico permitirá que os novos híbridos nacionais da marca rodem em modo 100% elétrico em velocidades de até 55 km/h, desde que a demanda de força não passe de 20 cv. Caso a carga da bateria baixe ou o motorista exija mais desempenho, o motor 1.5 entra em ação operando como gerador estacionário para fornecer eletricidade ao motor de tração.
Na prática, em velocidades de até 55 km/h, o conjunto híbrido pleno (HEV) da alemã funcionará de maneira essencialmente elétrica, mesmo se o propulsor a combustão estiver em funcionamento. Foi por essa característica de funcionamento que a matriz descartou a tecnologia de desligamento de cilindros vista em modelos puramente a combustão do Velho Continente, como o T-Roc.
Queremos a sua opinião!
O que você gostaria de ver no Motor1.com?
Responda à nossa pesquisa de 3 minutos.
– Equipe do Motor1.com