Após os anúncios da concorrência focados em motoristas autônomos, a Renault do Brasil resolveu focar suas atenções nos consumidores comuns que desejam ter um carro zero-quilômetro, mas estão com o orçamento apertado.
A ação, focada na versão de entrada do Kwid, a Zen, traz até o fim de junho bônus de até R$ 11.700 sob o preço oficial de tabela (R$ 82.790). Com isso, o subcompacto sai por R$ 71.090. Todas as unidades são na cor Preto Nacré e ano/modelo 2026.
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Como é o Kwid Zen
Constantemente dividindo o posto de carro mais barato – ou menos caro – do país com o Fiat Mobi, a versão Zen do Kwid não esconde ser franciscana. O acabamento geral é simples, e há apenas o “kit sobrevivência” atual em carros novos, caso de direção assistida, ar-condicionado manual, travas e vidros elétricos nas portas dianteiras. Ao menos sai na frente de seu principal concorrente ao oferecer quatro airbags de série – algo que o Mobi não tem nem como opcional.
Nas dimensões, traz 3.731 mm de comprimento, 1.579 mm de largura, 1.481 mm de altura e distância entre os eixos de 2.423 mm. Graças ao tamanho diminuto, também não faz milagres no porta-malas, com apenas 290 litros. Destaque para o ângulo de entrada, de 24,1º, maior do que muitos SUVs e que garante mais tranquilidade em valetas no dia a dia.
A mecânica, independente da versão, é sempre o motor 1.0 SCe, flex, aspirado e três cilindros – mas em versão mais simples do que a que era utilizada em Logan e Sandero, com variador de fase – e que é capaz de render 68/71 cv e 9,4/10 kgfm de torque.
Já no câmbio, traz sempre uma transmissão de cinco marchas. Com esse conjunto, o 0 a 100 km/h fica em 13,5 segundos. No consumo, é capaz de render 10,4/14,4 km/l na cidade e 10,7/15,4 km/l quando em circuito rodoviário. O tanque é o grande ponto negativo, com apenas 38 litros.

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Fonte: @kaiquegiovanni via Facebook
Linha 2027 ganhará novidades
Apesar de ter tirado de linha o Kwid E-Tech – a versão elétrica do subcompacto – a Renault ainda tem planos para a versão a combustão. O modelo já foi flagrado com leve camuflagem pelas ruas de São Paulo e não deve trazer grandes mudanças no visual, mas focar em modificações de conteúdo.
A grande novidade para a linha 2027 deverá ser mesmo o fim da antena enorme na parte dianteira do teto que acabou virando meme na internet. Na trend, os usuários gravam vídeos saindo pelas ruas e procurando Kwids para praticar a brincadeira “Kwid no asfalto, antena para o alto”, o que enfureceu alguns donos. Agora, o modelo adotará um modelo diferente, do tipo barbatana, menor e mais discreta.
Nas laterais também parece haver poucas novidades, já que o Kwid não adotou as novas molduras de caixa de roda do elétrico E-Tech. O protótipo, entretanto, parece portar novas rodas de liga leve, mantendo o atual rodas de aro 14” e a furação para três parafusos.
Por fim, a frente também parece muito com a atual, ainda que conte com mais camuflagem do que a traseira. Nossa aposta, no momento, é que ela ganhará apenas o novo logo da Renault, que estreou por aqui com o Kardian, em 2024.
Vale a pena?
Já faz tempo que o Kwid vende pouco nas lojas para o consumidor comum, e isso não deve mudar com as promoções da marca. Nascido na década passada, o modelo – junto do Mobi – nasceram para uma realidade de mercado que já não existe. Hoje, seu público são as vendas para frotas e locadoras, que já ultrapassam 90% de seu share total de vendas.
É claro que há exceções, e para quem não liga de levar um carro pequeno e já com anos de estrada para casa, a Renault tem ainda condições especiais de financiamento. Segundo o site oficial, os interessados na modalidade podem financiar o subcompacto diretamente pelo Banco RCI, com entrada de 50% (R$ 36.400) e 60 parcelas fixas de R$ 753,10, ou cerca de R$ 81.586 de valor final.
Apesar do valor interessante na parcela, o valor fica próximo demais de modelos maiores – e mais capazes de realizar tarefas como levar uma família, ou pegar estrada – como VW Polo Track ou o Fiat Argo 1.0 MT.
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