SAIBA QUAL
Senador busca evitar fragmentação da base governista no segundo maior colégio eleitoral do país
Pacheco coloca condição para concorrer ao governo de Minas Gerais, dizem aliados (Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil)
O senador e ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) aceitou concorrer ao governo de Minas Gerais este ano. Contudo, ele impôs uma condição: o envolvimento direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na construção do projeto. A informação foi apurada junto a aliados do senador pela CNN Brasil nesta quinta-feira (7).
Conforme divulgado, Pacheco conta com o entrosamento do Palácio do Planalto e participação ativa de Lula na campanha para concorrer ao Executivo mineiro. Para ele, caso ocorra fragmentação do campo governista no estado, pode ocorrer o enfraquecimento de uma candidatura competitiva.
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Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é considerado um estado-chave para a reeleição do petista. Conforme correligionários do presidente, apesar de o ex-presidente do Senado ainda não ter confirmado, ele já teria se comprometido com o projeto eleitoral.

Lula, inclusive, já chegou a se referir a Pacheco como “meu governador” em conversas recentes. A candidatura também deve passar pelo diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Alcolumbre e Lula estão em momento de tensão, sobretudo após a rejeição no Senado do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Casa Alta teria articulado contra o indicado do chefe do Executivo. Contudo, o senador ainda é visto como alguém que pode auxiliar no apoio do União Brasil a Pacheco na disputa ao Palácio Tiradentes.
Naquele estado, o senador Cleitinho (Republicanos) tem aparecido como favorito nas pesquisas. Também é pré-candidato o atual governador Mateus Simões (PSD), como sucessor de Romeu Zema (Novo), que concorre à presidência.
A expectativa é que Pacheco bata o martelo até o final deste mês.