Cada vez mais próxima de seu lançamento, a picape média Dakota começa a perder a vergonha de aparecer pelas ruas. Novamente vista na Argentina, o novo produto da Ram derivado da Fiat Titano terá uma missão importante para a marca na região, sendo um modelo de volume bem maior do que as grandes 2500 e 3500.
Segundo nossos colegas do país vizinho, espera-se que a primeira mostra da versão final fique para outubro ou novembro, possivelmente sendo a grande estrela da marca durante o Salão do Automóvel de 2025. Assim como já acontece com a Titano, a nova picape será uma média tradicional, isto é, terá feixe de molas na traseira e opção de tração automática nas quatro rodas.
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Fonte: Motor1 Argentina
Tração Borg Warner
Haverá versões com tração nas quatro rodas (desconectáveis e com caixa de redução). A caixa de transferência é Borg Warner, com três opções de acionamento: 2H (4×2 em “alta”), 4Auto (4×4 com engate automático, que aciona o diferencial dianteiro somente quando detecta perda de aderência na traseira) e 4L (4×4 com caixa de redução). O modelo contará ainda com bloqueio do diferencial traseiro e assistência para descida de ladeiras.
A Titano e a Dakota também compartilharão a mesma linha de produção que o Grupo Stellantis mantém na fábrica de Ferreyra, em Córdoba. Assim como a prima da Fiat, a maior parte da produção será focada na exportação para o Brasil.

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Fonte: Motor1.com
Motor 2.2 Multijet
Sob o capô, ambas também compartilharão o 2.2 Multijet, já usado em outros mercados por Fiat Toro, Ram Rampage e Jeep Commander. É um diesel de 2.184 cc com quatro cilindros, turbo de geometria variável, 200 cv a 3.500 rpm e 45,0 kgfm de torque a 1.500 rpm. Ele usa um filtro de partículas que requer reabastecimento frequente de um tanque suplementar de ureia (Arla32).
Para o câmbio, o propulsor pode trazer transmissão manual de seis marchas (Magna 6MT) ou automática de oito marchas (ZF 8HP50, também utilizada nos modelos Fiat, Jeep e Alfa Romeo). Para a Ram no Brasil, é mais provável que a picape venha sempre com câmbio automático.
Haverá versões com tração nas quatro rodas (desconectáveis e com caixa de redução). A caixa de transferência é Borg Warner, com três opções de acionamento: 2H (4×2 em “alta”), 4Auto (4×4 com engate automático, que engata o diferencial dianteiro somente quando detecta perda de aderência na traseira) e 4L (4×4 com caixa de redução). Ele vem com bloqueio do diferencial traseiro e assistência para descida de ladeiras.
Tática da Rampage
Se a Rampage nasceu com elementos de sua prima Fiat Toro mas apostando em mais sofisticação e refinamento no acabamento, o mesmo plano será utilizado para diferenciar a nova picape média da marca. A receita é lembrar o que já acontecia com a Dakota nos anos em que foi oferecida no Brasil ainda como Dodge, trazendo um produto mais próximo das picapes médias de topo, como Chevrolet S10 e Ford Ranger.
E como será este novo interior? Ao que tudo indica, o interior da Dakota será completamente diferente do da Titano. Apesar de compartilharem o mesmo motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e câmbio automático de 8 marchas com tração 4×4, a nova Ram será mais refinada por dentro, com telas amplas, acabamento emborrachado e soluções mais próximas das picapes norte-americanas da marca.

Foto de: @dario.diaz235
Pelo menos duas versões
Apesar de ter a mesma plataforma e mecânica, a estratégia da Stellantis será posicionar a Dakota com preço e equipamentos mais exclusivos que a Titano. Conforme previsto no conceito Dakota Nightfall, o nível de acabamento Nightfall terá vários acessórios que reforçam a proposta off-road. O oposto será a versão mais voltada ao trabalho, chamada de BigHorn.