Novo Brabus Bodo traz motor V12 de 1.000 cv por R$ 5,8 milhões

O carro que enfeita esta página não é o próximo Batmóvel do cinema. O que vemos aqui é o Brabus Bodo — um hiper-GT de mais de 1 milhão de euros, com 1.000 cv e visual carregado de drama.

O modelo foi batizado em homenagem a Bodo Buschmann (1955-2018), fundador da Brabus. A customizadora da cidadezinha de Bottrop, na Alemanha, é mais conhecida por transformar modelos da Mercedes-Benz em monstros de alta potência e visual fora de série. Desta vez, porém, a metamorfose foi feita sobre um Aston Martin.

A base do Brabus Bodo é a terceira e atual geração do Vanquish, mas isso quase passa despercebido, já que até os vidros laterais e o traseiro foram trocados. A Brabus também deu ao carro uma dianteira mais agressiva e quadrada, sem a tradicional grade da Aston Martin. A traseira foi completamente modificada, perdendo o rabo de pato e adotando um estilo boat-tail. Bem afilada, abriga um aerofólio retrátil que lembra o do Porsche 911.

A carroceria é inteiramente feita de fibra de carbono preta e montada sobre uma estrutura de alumínio. Até o filtro de ar e as tampas dos comandos de válvulas usam fibra de carbono, recebendo em sua trama partículas reais de ouro — não por alguma razão técnica, mas simplesmente porque esse acabamento parece absurdamente legal. É o tipo de detalhe nonsense que faz total sentido em um projeto desse porte.

Embora possa ser encomendado em qualquer cor, o Bodo número 01 é totalmente preto, levando a onda do chrome delete a um novo patamar. O impacto visual cumpre o objetivo da Brabus. Calçado com enormes rodas Monoblock de 21”, o carro parece uma releitura moderna do Maybach Exelero, de 2005 — um espetáculo gótico sobre rodas.



Brabus Bodo (2026)

Foto de: Brabus

Apenas 77 exemplares

O DNA da Aston Martin aparece com mais clareza no interior. O sistema multimídia e os comandos vieram diretamente do Vanquish, incluindo o Apple CarPlay Ultra. Isso é algo positivo, pois torna o Bodo um carro utilizável em viagens longas, e não apenas um esportivo radical para track days.

A Brabus aprimorou praticamente tudo do Aston original: criou novos revestimentos de couro, molduras de carbono para o painel digital e aletas maiores, também de fibra de carbono, para o câmbio automático ZF de oito marchas. Um teto panorâmico evita que a cabine seja claustrofóbica como o caixão de um vampiro.



Brabus Bodo (2026)

Foto de: Brabus

Sob o longo capô está o motor AE31, um V12 biturbo de 5,2 litros que rende impressionantes 1.000 cv de potência e 122 kgfm de torque. Nota-se claramente a preparação da Brabus, já que o Vanquish original entrega “apenas” 835 cv e 102 kgfm.

Uma curiosidade: como o bloco desse motor foi projetado nos anos 1990, época em que a Aston Martin ainda pertencia à Ford, muita gente dizia que o V12 era formado por dois V6 de Mondeo unidos — mas isso era pura lenda.



Brabus Bodo (2026)

Foto de: Brabus

Mesmo pesando 1,9 tonelada, o Bodo acelera de 0 a 100 km/h em pouco mais de três segundos e alcança 360 km/h de velocidade máxima. Ainda assim, continua sendo um 2+2 com bancos confortáveis e porta-malas razoável. Em um mundo dominado por híbridos V6 eletrificados e eficientes, esse V12 soa como um glorioso anacronismo.


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Com o Bodo e o já conhecido GTS Coupe (baseado no Mercedes-AMG SL 63) a Brabus continua avançando além do papel de simples customizadora para atuar como fabricante de carrocerias especiais.



Brabus Bodo (2026)

Foto de: Brabus

O fato de o Bodo ser limitado a 77 exemplares — uma referência a 1977, ano de fundação da Brabus — apenas aumenta sua exclusividade. A pedida acima de 1 milhão de euros (R$ 5,8 milhões, em conversão direta) parece alta demais, mas, para um carro com essa presença e uma base mecânica já comprovada, o valor pode soar razoável para quem considera um Vanquish “de série” trivial demais. Uma coisa é certa: onde quer que apareça, esse carro vai deixar muita gente de queixo caído.

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