Nissan Kicks ganha sistema híbrido que funciona como elétrico

Apresentada mundialmente em março de 2024, a nova geração do Nissan Kicks só chegou agora à terra natal da marca, o Japão. Para recuperar o tempo perdido, a fabricante tratou de trazer novidades há muito pedidas em outros mercados para alinhá-lo aos seus rivais. No caso, uma versão com maior apelo aventureiro, a Rock Creek, bem como um inédito sistema híbrido e-POWER.

Tal como acontece com o Sentra – chamado por lá de Sylphy -, o Kicks híbrido faz uso do sistema de eletrificação que inverte a lógica dos concorrentes ao mover exclusivamente o carro por meio de motores elétricos, sendo o motor a gasolina utilizado para gerar eletricidade, e não para impulsionar o veículo. É quase a mesma ideia dos REEVs (elétricos com extensor de autonomia) de alguns chineses.

No Kicks, há um propulsor-gerador 1.4 que produz eletricidade para alimentar um motor elétrico de 140 cv. Opcionalmente, pode ser encomendado também com tração nas quatro rodas, o que significa um segundo motor no eixo traseiro que adiciona 67 cv. Ao menos por enquanto, não há números oficiais de torque nem de consumo.



Flagra: Nissan teste nova versão aventureira do Kicks

Foto de: KindelAuto

Versão aventureira já tinha sido flagrada em testes

Confirmando os flagras feitos em meados de abril, o SUV compacto também ganhou uma versão aventureira, seguindo o que já acontece com o irmão maior X-Trail. As modificações, no entanto, foram bem sutis, e quase não se notam os novos adereços estéticos.

A decoração “aventureira” aparece em novos detalhes em laranja nos para-choques e nas rodas, bem como nos logotipos da Nissan na dianteira e na traseira. A grade também passa a contar com três fendas – que lembram as dos Jeep – na parte superior, enquanto as laterais ganham um novo airbump em plástico preto, bem como o nome da versão por extenso nas portas dianteiras. De resto, é o Kicks que já conhecemos hoje.


O que você pensa sobre isso?


É um caminho bem diferente do que a marca seguiu em meados da década de 2010, quando ofereceu por aqui a Livina X-Gear. A versão com maior apelo off-road – ainda que ficasse só no apelo mesmo – apostava mais em detalhes pretos, molduras em plástico ao redor de toda a carroceria, bem como rack de teto funcional.

Não se sabe se a Nissan planeja oferecê-lo em outros mercados, mas faria bem ao SUV por aqui. Hoje, ele é oferecido em quatro opções, indo desde a Sense, de R$ 168.690, e chegando aos R$ 199.000 na topo de linha Platinum.

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