Move Brasil tem financiamento de carros usados para Uber e táxi

Em vigor desde 19 de junho, o programa de incentivos Move Brasil passará por alterações importantes nos próximos dias. Segundo a nova Medida Provisória nº 1.376/2026, o governo federal ampliou o escopo do projeto para incluir a opção de carros seminovos para motoristas de aplicativo e taxistas. A medida segue o teto de R$ 150 mil e as mesmas taxas vigentes para os modelos novos.

A grande novidade trazida pelo texto da lei – que altera as regras da MP nº 1.359 original – está na restrição da motorização para o mercado de usados. O financiamento facilitado na categoria de seminovos será exclusivo para veículos 100% elétricos ou híbridos flex produzidos a partir de 2024, deixando de fora os modelos comuns movidos puramente a combustão.



Com nova regra, mesmo híbridos usados que não tracionam as rodas, como o Pulse, entram no programa

Foto de: Motor1 Brasil

O Move Brasil, até então, seguia as diretrizes do programa Mover e do IPI Verde, que nunca teve grandes incentivos para eletrificados. No texto, vale dizer, não há qualquer tipo de distinção técnica sobre o tipo de hibridização exigida. Assim, carros dotados de sistemas híbridos leves – como o Fiat Pulse, no qual o pequeno motor elétrico de 12V auxilia o motor a combustão, mas não traciona as rodas sozinho – entram na lista.

Deverá ser esse tipo de híbrido, aliás, o mais procurado, já que são poucas as opções de modelos híbridos mais complexos – caso dos plenos, como o Toyota Corolla – disponíveis nesse ano e abaixo do valor limite imposto pelo governo. Já entre os elétricos, ainda que o mercado não contasse com tantas opções há cerca de dois anos, o com maior disponibilidade nas revendas é o BYD Dolphin.



Toyota Corolla Cross Hybrid Flex

Entre os híbridos plenos, o mais encontrados até o limite de R$ 150 mil são os Corolla e Corolla Cross

Como a exigência determina veículos fabricados a partir de 2024, a tendência apontada por lojistas é de um crescimento expressivo na procura por modelos com baixa quilometragem e bom nível de equipamentos. A maior expectativa recai sobre as unidades seminovas vindas principalmente de frotas de locadoras, que costumam rodar de 1 a 2 anos antes de serem revendidas no mercado de usados.

Como funciona

Entre as regras anunciadas pelo governo, estão o registro de pelo menos doze meses em plataformas de aplicativo e o histórico mínimo de 100 corridas completadas no período, na mesma empresa. No caso dos taxistas e motoristas de cooperativas, o requisito básico é estar com as licenças, registros ativos e a regularidade fiscal em dia junto aos órgãos de trânsito locais.

O processo para garantir o acesso ao crédito foi centralizado no ambiente digital do governo federal, permitindo que a análise preliminar seja feita sem burocracia ou envio inicial de papelada. Para solicitar o financiamento, os profissionais devem seguir o passo a passo abaixo:

  • Realizar o cadastro na plataforma: O condutor deve acessar o endereço eletrônico gov.br/movebrasil e autorizar o compartilhamento das informações necessárias para a verificação de elegibilidade.
  • Aguardar a confirmação de aptidão: Os dados serão validados de forma automática pelas empresas de aplicativo ou pela Receita Federal, com resposta enviada à caixa postal do gov.br em até cinco dias úteis.
  • Escolher o modelo e ir ao banco: Com a habilitação em mãos, o motorista poderá procurar as instituições financeiras credenciadas para dar início à análise de crédito do automóvel escolhido.
    Os modelos elegíveis

Entre os modelos novos, são ao menos 13 marcas com veículos homologados para o Move Brasil. A lista reúne fabricantes já instaladas no país, casos de marcas que possuem produção local e também empresas que assumiram o compromisso de fabricar ou investir em operações industriais no mercado brasileiro.

O que você pensa sobre isso?

Para participar do programa, não basta apenas que o veículo custe menos de R$ 150 mil após descontos ou promoções. As montadoras precisaram cadastrar previamente os modelos junto ao governo federal, que avaliou a elegibilidade de cada produto antes da homologação oficial. Por isso, alguns carros frequentemente vendidos abaixo desse limite em campanhas promocionais ficaram de fora da relação.

O Move Brasil conta com um aporte total de R$ 30 bilhões garantidos pelo Ministério da Fazenda e operacionalizados pelo BNDES. Em quase um mês de vigência, o balanço indica R$ 1 bilhão em contratos aprovados para 10.179 autônomos. O ritmo atual de liberação é considerado lento e abaixo do esperado inicialmente pelas associações do setor.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia