Depois de muitos flagras, a Mercedes-Benz revelou oficialmente a próxima geração do Classe C, historicamente um dos produtos mais vendidos da alemã em todo o mundo. A quinta geração chega mudando toda a filosofia do sedã até então, nascendo primeiro como elétrica e com muita influência do novo GLC.
O movimento faz muito sentido, visto que seu principal concorrente, o BMW Série 3, também apareceu recentemente totalmente renovado e primeiro com sistema elétrico puro. A mudança tem muito a ver com a nova realidade do mercado europeu, que se ainda não ganhou demanda suficiente para se tornar 100% eletrificado, já caminha para uma virada na virada da década. Vamos aos detalhes.
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Fonte: Mercedes-Benz
Sem EQ
Há pelo menos uma década, a linha Mercedes-Benz elétrica sempre atendeu pelo sufixo EQ. A linha, no entanto, nunca teve muita identificação com o público, já que trazia nomes diferentes e também visual bem diferente de seus equivalente a combustão.
Por isso, o Classe C muda tudo e mostra que a sigla já não faz mais parte dos planos da Mercedes-Benz. O modelo que você está vendo foi batizado de “C400 4Matic Electric” e, ao que tudo indica, esse deve ser mesmo o nome definitivo. A ideia é, gradualmente, deixar a submarca EQ para trás e usar apenas a designação “electric”.

Mercedes-Benz Classe C elétrico 2026
Fotos de: Mercedes-Benz

Mercedes-Benz Classe C elétrico 2026
Foto: Mercedes-Benz
O novo Classe C, independentemente do nome, promete números bem empolgantes de desempenho. Segundo dados oficiais, a versão topo de linha terá 360 kW (equivalentes a 490 cv). A aceleração de 0 a 100 km/h será feita em 4,1 s, e a autonomia anunciada chega a 760 km. E nem estamos falando ainda dos esportivos da linha AMG.
Um novo câmbio de duas marchas desenvolvido para o eixo traseiro e ele tem papel importante nessa eficiência. A primeira marcha, com relação de 11:1, garante arrancadas fortes e melhor rendimento no uso urbano, enquanto a segunda, com relação de 5:1, foi otimizada para rodovias. A capacidade útil da bateria foi informada em 94,5 kWh.

Foto de: Mercedes-Benz
A potência de recarga também aproveita ao máximo a tecnologia. Com arquitetura de 800 V, a Classe C poderá oferecer suporte a recarga rápida em corrente contínua (DC) de até 330 kW. Na prática, encontrando o posto adequado, será possível recuperar 320 km de autonomia com apenas 10 minutos na tomada, tempo de um café.

Foto de: Mercedes-Benz
Interior tem tela de 39”
Sim, você não leu errado. O interior do novo Classe C segue muito do que já foi visto nos novos carros da alemãs, mas aqui a marca dobra a aposta em conectividade, oferecendo uma tela (opcional) que percorre toda a dimensão do painel, de fora a fora. São três telas sob uma única peça de vidro que transforma o cockpit em uma central de comando completa. Questões de segurança à parte, o conjunto é bem interessante e inegavelmente futurista.
O destaque tecnológico fica por conta do Assistente Virtual MBUX, que agora integra ChatGPT-4o, Microsoft Bing e Google Gemini. Segundo a alemã, o sistema conversa de forma natural, entende contextos complexos e utiliza memória de curto prazo para facilitar a operação.



Fotos de: Mercedes-Benz
É uma pena, no entanto, que a Mercedes-Benz tenha deixado de lado os comandos físicos para funções básicas, como o sistema de ventilação e ar-condicionado. Recentemente, o EuroNCAP destacou que comandos concentradas nas multimídias são menos seguros e que irão contar pontos negativos nas próximas avaliações do órgão, fica a dúvida de como o novo Classe C se sairá.

Foto de: Mercedes-Benz
Jeitão de cupê
O visual externo é onde a alemã ousou mais no novo Classe C. Se o sedã sempre foi conhecido pelo seu visual mais classudo, quase uma versão mini de seus irmãos maiores, nesta nova geração a Mercedes-Benz resolveu apostar em silhueta mais próxima de modelos cupês, contando com excelente coeficiente aerodinâmico, na casa dos 0,22 Cx.
Dos outros carros da marca, estão lá a (gigantesca) grade iluminada de1.050 pixels, cujo desenho a marca diz ter se inspirado no W111, os faróis e lanternas com assinatura luminosa em formato de estrela e elementos mais curvilíneos.

Fotos de: Mercedes-Benz

Na traseira, o novo caimento de teto lembra vagamente o VW Passat CC, e há uma barra plástica preta ligando as luzes nos cantos. No teto panorâmico, 162 estrelas iluminadas reforçam o apelo tecnológico que a Mercedes-Benz quer emplacar nesta geração.
Falando em medidas, o entre-eixos cresceu 97 mm em relação à Classe C a combustão, chegando a 2.962 mm. Isso se traduz em 12 mm extras de espaço para os joelhos no banco traseiro. O porta-malas tem 470 litros, enquanto o porta-malas dianteiro (frunk) agora oferece 101 litros.

Foto de: Mercedes-Benz
A Mercedes-Benz ainda não divulgou data de início das vendas nem preço do modelo. Por enquanto, a geração atual é vendida no Brasil a partir de R$ 396.900 na versão C200 com pacote AMG Line, chegando aos R$ 906.900 na esportiva C 63 S E Performance.
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