Na semana passada, a Ferrari apresentou a Luce, seu primeiro carro elétrico – e nem é preciso dizer que a repercussão foi bem controversa. Um ex-chefão da marca, ninguém menos que Luca di Montezemolo, disse que o veículo corria o risco de “destruir uma lenda”. Palavras fortes.
O atual CEO, Benedetto Vigna, se viu obrigado a defender o modelo, batendo forte na ideia de que não, a nova Ferrari não é um carro para todos. De qualquer forma, quem ficou assustado com a mudança de produto que a Luce trouxe quando comparadao ao restante da linha pode ficar tranquilo.
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Fonte: Ferrari
Em entrevista ao portal australiano Drive, Vigna confirmou que a marca trabalha, sim, em modelos eletrificados para seu futuro, mas não matará os motores a combustão que conhecemos e apreciamos. Ele disse:
“Temos o motor a combustão (IC), temos híbrido e temos elétrico. Ponto final. Depois, o cliente escolhe o que quiser.”

Foto de: Ferrari
Vigna acrescentou que há potenciais clientes informando a Ferrari que só virariam compradores se a montadora oferecesse um veículo elétrico – e a marca atendeu a essa demanda. Ele afirmou: “Se os clientes estão pedindo isso, já é tarde demais”.
A Luce tem quatro motores elétricos que entregam até 1.050 cv de potência (773 kW). O carro vai de 0 a 100 km/h em 2,5 s e chega a 200 km/h em apenas 6,8 s. A velocidade máxima, por sua vez, é de 309 km/h e, nesse aspecto, ele se comporta como uma Ferrari deveria – só não parece uma.

Foto de: Ferrari
O desenho da nova Ferrari elétrica, lembramos, leva a assinatura conjunta do Centro Stile de Maranello e da LoveFrom, empresa fundada por Jony Ive – o designer responsável pela estética do iPhone – e segue filosofia totalmente diferente dos modelos que a deixaram famosa.
Nas dimensões, por exemplo, é um carro bem grande, apesar de não parecer: 5,02 metros de comprimento, 2 metros de largura e 1,54 metro de altura, cerca de cinco centímetros mais baixo que um Purosangue, bem como silhueta bem diferente dos esboços que circulavam na internet.

Foto de: Ferrari
“Acho que não importa qual tecnologia você usa, desde que entregue algo pelo qual as pessoas se apaixonem”, disse Vigna.
De qualquer forma, a Ferrari é bastante enfática ao dizer que a Luce não é o único futuro da marca. Ela é apenas um modelo dentro de um portfólio de supercarros que inclui diferentes opções de motorização. Se você não quer a Luce, não compre. Simples assim.
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