Ford voltará a ter hatches e sedãs, mas fora do Brasil

Já faz algum tempo que a norte-americana Ford desistiu de brigar por volume entre os carros de passeio, encerrando pouco a pouco cada um de seus hatchs, como Ka, Fista e Focus, além dos sedãs, como Fusion e Taurus. Isso deve mudar em breve, já que a fabricante planeja a voltar a investir em modelos menores.

As informações são do Ford Authority, portal especializado no grupo, e que obteve algumas declarações do atual CEO, Jim Faley, durante teleconferência dos resultados financeiros do ano passado.

Foco na Europa 

Farley falou em “planos empolgantes para a Europa”, explicando que a Ford pretende avançar com cautela em segmentos específicos, explorando seus pontos fortes. Por enquanto, a fala não deixa claro quais modelos devem chegar nem qual será o posicionamento exato, mas confirma que há uma estratégia em evolução.

Já em julho de 2025, a Ford havia adiantado a concessionários europeus a chegada, em 2027, de vários novos modelos, com uma gama que deve ir de híbridos a elétricos puros. Mas como? Graças a um acordo com a francesa Renault, que compartilhará plataformas e motorizações de seus novos eletrificados. Dois deles serão feitos na plataforma Ampere, e são esperados para 2028.

No campo industrial, também circulam rumores sobre possíveis conversas com o grupo chinês Geely para produção na fábrica de Valência, na Espanha. Hipótese que permitiria contornar eventuais tarifas europeias. No entanto, nenhuma confirmação oficial foi feita pelas partes envolvidas.

A ideia seria juntar forças, tal como a Geely fez em outros mercados e está fazendo atualmente no Brasil com a Renault, como forma de reduzir custos de produção e também os de desenvolvimento.



O teaser da nova picape elétrica da Ford para os EUA

Foto: Ford

Nos EUA, picape elétrica 

A Ford também tem planos altos para sua terra natal. Por lá, Andrew Frick, presidente da Ford Blue e da Model E, afirmou à rede de vendas que até 2030 o grupo contará com uma nova família de picapes, SUVs e vans, com preços abaixo de 40.000 dólares (cerca de R$ 204.800).

Os futuros modelos, entretanto, serão totalmente inéditos e não terão nomes históricas hoje presentes no portfólio. Trata-se de uma estratégia multi-energy, semelhante à anunciada para a Europa, que pode marcar uma nova fase para a Ford no universo dos veículos tradicionais.

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