Empréstimo do FGC sairá em até 2 semanas, diz presidente do BRB

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, disse que o contrato de empréstimo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deve ser assinado em até duas semanas. Em entrevista ao Metrópoles, Souza explicou que o valor foi definido em R$ 6,6 bilhões e as partes negociam as condições. 

A partir de acordo homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, o Governo do Distrito Federal (GDF) deverá obter o crédito com o FGC e fazer o aporte no BRB.

“O GDF tem proposta que colocou à mesa e está sendo estudada que seria de R$ 6,6 bilhões, em prazo de 15 anos, com carência de 18 meses para início do pagamento, tendo como taxa de juros IPCA mais delta spread”, informou o presidente do BRB.

Segundo o gestor, a operação é considerada muito segura porque a credibilidade é dada pelo sistema financeiro brasileiro, já que os principais bancos do país darão a fiança ao negócio. “É uma operação com risco zero em um arranjo inédito no mercado financeiro brasileiro ”, definiu.

 

“Acreditamos que, ao definirmos as características finais, com taxas de juros, prazos – já que temos valor certo – e carência, creio que em espaço muito pequeno, de uma a duas semanas, no máximo, tenhamos tudo pronto e já no ponto de assinatura de contrato. Estamos trabalhando diariamente, inclusive aos sábados e domingos para que isso seja atingido bem rápido”, declarou o presidente do BRB. 

Prejuízo com Master

Souza também falou sobre as medidas tomadas pela gestão diante da crise instalada após o prejuízo com a compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master, incluindo auditoria independente e entrada em processos judiciais envolvendo o caso.

“Nós tivemos cuidado de aprovar, no Conselho de Administração, o Banco de Brasília como assistente de acusação em processos que tramitem em quaisquer instâncias no Brasil para ter de volta os recursos retirados do BRB de forma fraudulenta”, informou. 

Souza declarou que, no dia da primeira audiência no STF para tratar do acordo sobre o BRB, o banco recebeu de volta clientes que tinham deixado a instituição financeira. Ele citou, ainda, que o BRB “foi a instituição efetivamente fraudada com volumes substanciais” pelo Master.

 

O presidente disse que ativos oriundos do Banco Master foram avaliados em R$ 21,9 bilhões, mas o BRB “identificou e achou que merecia ter provisão no valor de R$ 8,8 bilhões”. “Lógico que as investigações continuam, mas com o patrimônio líquido, mais o aporte de R$ 8,8 bilhões, [o BRB] volta a ter todos os indicadores para poder trabalhar como um banco saudável”, pontuou.

 

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