O senador Ciro Nogueira (PP-PI) evitou defender o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira (21/5), ao se manifestar sobre a polêmica envolvendo as mensagens e áudios enviados pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo. E, se for inocente, que seja, lógico, reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, afirmou o senador em entrevista à TV Clube, do Piauí.
Para o parlamentar, que é investigado pela PF no caso Master e chegou a ser cotado para vice na chapa de Flávio, qualquer político que comete atos ilícitos não deve ser beneficiado com nenhum mecanismo de proteção.
“Temos que investigar com isenção e, quem for inocente, que seja considerado inocente. E, se for culpado, que pague severamente, de acordo com a lei”, completou ele.
Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro aparece cobrando Vorcaro sobre valores relacionados ao financiamento do filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a publicação, o banqueiro chegou a pagar, aproximadamente, R$ 61 milhões para financiar o filme.
Ciro Nogueira é investigado pela PF
No dia 5 de abril deste ano, Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e que é relacionada ao caso Master.
O senador é investigado sob suspeita de ser um dos braços de atuação de Daniel Vorcaro. De acordo com relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 10 de maio, Vorcaro e Nogueira mantinham uma relação envolvendo interesses políticos e financeiros.
Os investigadores afirmam que o senador teria atuado em favor do Banco Master no Congresso Nacional e, paralelamente, recebido vantagens econômicas e patrimoniais.