Um tanto atrasada para a briga dos novos SUVs de entrada, a Chevrolet lançou no início de maio o Sonic, que resgata um nome conhecido da marca em outros mercados, mas agora deixando de lado as carrocerias hatch e sedã de antes. Ele chega em duas versões, com preços entre R$ 129.990 e R$ 135.990.
E, apesar de a marca ter elencado modelos maiores – e cupês – como Fiat Fastback e VW Nivus, sua briga real em porte e preço está mais para VW Tera, Renault Kardian e similares. Pensando nisso, reunimos neste comparativo de fichas técnicas o modelo que ajudou a consolidar essa categoria: o Fiat Pulse.
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Fonte: Chevrolet
Para isso, analisaremos o Sonic em sua versão 1.0 Turbo RS, de topo, e hoje tabelada em R$ 134.990, com o Fiat Pulse Audace 1.0 T200 Hybrid, configuração mais barata do SUV a trazer o sistema híbrido leve de 12 volts, hoje vendida por R$ 136.990.

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Foto de: Motor1 Brasil
Dimensões
Em concepção, os dois são bem parecidos, já que herdam muito dos hatchbacks dos quais derivam. O Pulse, feito na base MLA, traz as mesmas portas dianteiras do Argo, algo que também acontece com o Sonic, que pega “emprestado” do Onix.
O Chevrolet é maior em comprimento, com 4.230 mm, enquanto o Pulse tem 4.095 mm. O Sonic também ganha em entre-eixos, com 2.551 mm, contra 2.532 mm do Pulse. Onde o Pulse ganha é na altura, com 1.550 mm vs 1.530 mm, e na largura, com 1.776 mm contra 1.770 mm. No porta-malas, o novato traz 392 litros, enquanto o italiano tem 320 litros.

Sonic é maior no comprimento e entre-eixos, mas perde em altura e largura
Foto de: Chevrolet
| Chevrolet Sonic RS | Fiat Pulse Audace Hybrid | |
| Comprimento | 4.230 mm | 4.095 mm |
| Largura | 1.770 mm | 1.776 mm |
| Altura | 1.530 mm | 1.550 mm |
| Entre-eixos | 2.551 mm | 2.532 mm |
| Porta-malas | 392 litros | 320 litros |

1.0 T200 do Pulse tem corrente e sistema híbrido leve
Foto de: Motor1 Brasil

Sonic tem o 1.0 Turbo do Tracker, com injeção direta; correia banhada a óleo continua
Foto de: Thomas Tironi
Motorização
Os dois também se equivalem bem na motorização, ainda que o Pulse tenha a vantagem do sistema híbrido leve. Não que ele mude muito o consumo em relação às versões 1.0 T200 sem ele, mas traz a vantagem da isenção de rodízio e, em alguns estados, também de uma porcentagem no IPVA.
Tirando isso, ambos são 1.0, de três cilindros, mas diferem em injeção e transmissão. O Sonic traz injeção direta e câmbio automático com conversor de torque de seis marchas. O comando traz correia banhada a óleo. No Pulse, a transmissão é do tipo CVT, a injeção é indireta e o acionamento é por corrente.

Fiat Pulse Audace Hybrid é o único com modo Sport e opção de trocas manuais
Foto de: Fiat
O Chevrolet ganha ao trazer comando duplo de válvulas e variação na admissão e no escape. No Fiat, de concepção um tanto mais simples, há apenas comando na admissão. Em potência, o Pulse tem 125/130 cv, sempre com 20,4 kgfm de torque, o que o leva de 0 a 100 km/h em cerca de 9,4 segundos.
Já no Sonic, que utiliza a mesma calibração do Tracker, são 115 cv e 18,3/18,9 kgfm de torque, capazes de fazer a mesma tarefa em 10 segundos. O tanque do Fiat é de 45 litros, enquanto o Chevrolet tem 44.
Ambos contam apenas com freios a disco nas dianteiras e suspensão traseira por eixo de torção com tambor. O Fiat traz rodas de liga leve aro 16 com pneus 195/60, enquanto o Sonic traz aros 17″ calçados em pneus 205/50.
| Chevrolet Sonic RS | Fiat Pulse Audace Hybrid | |
| Motor | 1.0, três cilindros, injeção direta, correia banhada a óleo | 1.0, três cilindros, injeção indireta, corrente |
| Potência e torque | 115 cv (G/E) e 18,3/18,9 kgfm 9 (G/E) | 125/130 cv (G/E) e 20,4 kgfm (G/E) |
| Câmbio | Automático com conversor de torque de seis marchas | CVT com simulação de sete marchas, modo de condução e manual |
| 0 a 100 km/h | 9,4 segundos | 10 segundos |

Sonic não esconde suas origens: interior veio do Onix
Foto de: Chevrolet

No Fiat, painel da versão Audace é franciscano
Foto de: Fiat
Equipamentos
Aqui é onde o Sonic mais se destaca. Como o Pulse, nessa faixa de preço, é uma versão intermediária, deve em vários equipamentos que são de série no Chevrolet. É o caso do assistente de farol alto, alerta de ponto cego, frenagem autônoma de emergência, sensor de estacionamento dianteiro, Park Assist, bancos revestidos em courvin e dos airbags de cortina – não disponíveis nem como opcionais.
O Chevrolet também vem sempre com o cluster de instrumentos digital de 8″, bem como a multimídia MyLink de 11″, que, não por acaso, é a mesma presente em todo o restante da linha da marca.

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Fonte: Fiat
No Pulse, a marca ainda tentou mudar um pouco o layout em comparação com Argo e Cronos, usando mais materiais e mudando as linhas do painel. No Sonic, por outro lado, tudo remete ao Onix, inclusive a qualidade dos plásticos utilizados.
Eles se equiparam na oferta de ar-condicionado automático e digital, banco traseiro bipartido, barras longitudinais de teto, banco do motorista com regulagem de altura, direção elétrica, sensor de estacionamento traseiro e sistema keyless. Mas só o Pulse traz modos de condução diferentes, bem como a possibilidade de utilizar o carro em modo manual, com paddle shifts e mudanças na alavanca.

Pulse tem bancos em tecido mas encosto e cabeceira são separados
Foto de: Fiat
O Pulse aposta em painel de instrumentos que mescla elementos analógicos, para os ponteiros, com uma tela central de 3,5″, que reúne as funções do computador de bordo e as informações do sistema híbrido leve. Quer painel digital de 7″, itens de ADAS ou bancos em couro? Terá que partir para a versão Impetus, de R$ 151.490.

Foto de: Chevrolet

Foto de: Motor1 Brasil
Conclusão
O Sonic chegou bem posicionado em sua faixa de preço atual. Ainda que a Chevrolet fale em reajuste mais para frente, sua lista de equipamentos é inegavelmente robusta para um modelo dessa categoria. Tanto o Tera – que na faixa dos R$ 130 mil é vendido na versão Comfort – quanto o Pulse, seus dois rivais mais ‘tradicionais’, obrigam o consumidor a gastar bem mais para ter itens equivalente.
Mesmo assim, vale a atenção ao sistema de correia banhada a óleo, que deve ter mais cuidado na hora das revisões. A Chevrolet oferece 240 mil km de garantia, mas você ficará preso a rede de concessionárias para mantê-la, mesmo que a cobertura para o restante do carro já tenha acabado.
No Pulse, a Fiat aposta em um sistema mais simples e, assim, com menos complexidade na hora da manutenção. É, também, um carro com bons anos de mercado, sem grandes surpresas na hora da revenda, e que ainda é uma grande opção, principalmente se encontrado com as promoções costumeiras da marca italiana.
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