Os governos da Argentina, presidida por Javier Milei, e dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, anunciaram na madrugada do dia 14 de novembro a assinatura de um acordo comercial que facilitará a importação de produtos norte-americanos, incluindo veículos.
O entendimento faz parte do “Marco de Acordo de Comércio Recíproco e Investimento”, iniciativa que promete redefinir a relação comercial entre os dois países e ampliar o acesso de bens dos EUA ao mercado argentino.
Foto de: Getty Images
O texto, divulgado oficialmente pela Casa Branca e pelo governo argentino, estabelece que a Argentina “concederá acesso preferencial aos produtos dos Estados Unidos, incluindo veículos de motor, maquinários e produtos agrícolas”. Além disso, o país sul-americano passará a aceitar a importação de automóveis que atendam às normas federais norte-americanas de segurança e emissões, sem necessidade de novos testes locais.
Na prática, a medida deve acelerar o processo de homologação de carros fabricados nos EUA e reduzir custos burocráticos. O Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) já havia adiantado que reconheceria os ensaios de segurança e emissões realizados em território americano – passo que agora se torna oficial com a assinatura do acordo.

Ricardo Pignanelli (esq.) líder do SMATA e Javier Milei (dir.)
Outro ponto em discussão é a criação de uma cota anual de importação com tarifas preferenciais. Atualmente, veículos vindos dos Estados Unidos pagam 35% de imposto de importação, o que os torna menos competitivos em relação a modelos produzidos no México, Brasil e Uruguai, países com acordos de livre comércio. Com o novo regime, a Argentina poderia conceder uma cota de veículos americanos com redução ou isenção parcial de tarifas, contornando as limitações impostas pelo Mercosul.

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Fonte: Rods Fernandes
Sem reciproca
Apesar do caráter de reciprocidade presente no nome do acordo, o texto não prevê benefícios equivalentes para automóveis fabricados na Argentina entrarem nos Estados Unidos. Por enquanto, o acesso preferencial será unilateral, voltado apenas para produtos norte-americanos.
Entre as montadoras que mais devem se beneficiar estão Ford, Ram e Jeep, que já importam da América do Norte modelos como F-150, Mustang, Wrangler e Grand Cherokee. Algumas marcas premium como BMW e Mercedes-Benz também mantêm linhas vindas diretamente dos EUA. Analistas destacam ainda que o acordo pode abrir caminho para a entrada da Tesla na Argentina, um desejo antigo do próprio Milei.

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Fonte: Ford
O acordo ainda precisa passar por aprovação formal e regulamentação nos dois países antes de entrar em vigor. Segundo o comunicado conjunto, Argentina e Estados Unidos “trabalharão com celeridade para finalizar o texto definitivo e adotar as medidas internas necessárias”. Quando efetivado, o pacto deverá impulsionar a chegada de novos modelos americanos ao mercado argentino e reposicionar o país como um dos principais destinos automotivos da região.
Fonte: Imprensa do governo argentino e autoblog.ar
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