Jeep Renegade com R$ 21 mil de desconto: promoção vale a pena?

Não é mais segredo que o Jeep Renegade está prestes a receber uma de suas atualizações mais importantes após mais de uma década no mercado. O SUV finalmente ganhará uma repaginada no visual e deve estrear um sistema híbrido leve de 48 volts mais parrudo que os de 12 volts utilizados por carros da Fiat e da Peugeot dentro da Stellantis. Talvez por isso, o atual Renegade esteja aparecendo no site de ofertas da marca com generosos descontos.

A Jeep está oferecendo até 4 de março de 2026 vantagens como descontos sobre o preço de tabela de da versão Altitude do Renegade 2026. Uma configuração acima da mais básica, está sendo comercializada com R$ 21 mil de desconto, passando dos R$ 147.990 do preço oficial de tabela para R$ 126.990. Com este valor, o SUV da Jeep sai pelo mesmo preço da versão topo de linha do Citroën Basalt, a Dark Edition, que também custa R$ 126.990. 

Desde a versão de entrada, o Renegade já conta com controles de estabilidade e tração, seis airbags, faróis full LED e lanternas em LED. A versão Altitude, que fica logo acima, conta com rodas de liga leve de 17” calçadas por pneus Pirelli Scorpion 215/60, para-barros, rack de teto, frenagem autônoma de emergência, detector de fadiga do motorista e alerta de mudança involuntária de faixa.

Todas as versões do Renegade 2026 são equipadas com a motorização 1.3 T270 da família Global Small Engine (GSE) da Stellantis – também presente nos Pulse e Fastback Abarth, na picape Toro e nos irmãos maiores Compass e Commander. Na linha 2025, esse motor passou a render 176 cv de potência, independentemente do uso de etanol ou gasolina, devido às regras do Proconve L8.

Especificação  
Motor1.3 T270 GSE
Potência máxima 176 cv 
Torque máximo 27,5 kgfm
Consumo urbano 7,8 km/l (E) e 11,1 km/l (G)
Consumo rodoviário 8,9 km/l (E) e 12,4 km/l (G)
Câmbio Automático AISIN de seis marchas 

O torque se manteve em 27,5 kgfm com ambos os combustíveis. Na comparação com os carros fabricados em 2024, houve uma perda de 9 cv quando comparado ao número com etanol (185 cv) e de 4 cv com gasolina (180 cv).

Segundo o Inmetro, o Renegade com esse motor e tração dianteira faz 7,8 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada com etanol, ou 11,1 km/l na cidade e 12,4 km/l na estrada com gasolina. Já na aceleração, o modelo leva 8,7 segundos para ir de zero a 100 km/h.

Vale a pena?

Tendo sido lançado em 2016, o Jeep Renegade já perdeu o frescor de novidade há algum tempo. Quando surgiu no mercado, sua concorrência era bem menor, basicamente restrita a Ford Ecosport e Renault Duster. O Renegade protagonizou a consolidação do SUV compacto como a escolha da moda no mercado brasileiro. Graças a ele, as ruas se tornaram um mar de pequenos utilitários esportivos 4×2. 

A leitura de mercado da marca, que sempre reposicionou o modelo quando era necessário, favoreceu para sua vida ser prolongada por aqui, algo que não aconteceu em nenhum outro lugar do mundo. Nos EUA e na Europa, por exemplo, o SUV já deu adeus, deixando espaço para o Avenger e, em alguns mercados, o Compass. Já por aqui, deve ganhar mais uma reestilização no curto prazo, sendo um dos favoritos para estrear o sistema híbrido leve que a Stellantis prepara para seus carros com motor 1.3 turbo. 

Ainda assim, levando em conta o que se leva na faixa dos R$ 120 mil, o SUV continua sendo um carro interessante no mercado de novos, custando menos até mesmo que alguns produtos novos menos refinados tecnicamente do que o Renegade. Os contrapontos continuam sendo o porta-malas relativamente pequeno e o banco traseiro mais apertado. Para quem tem nesses pontos a prioridade, o Citroën Basalt ainda pode fazer sentido. E, com a chegada iminente do Avenger neste ano por aqui também, são grandes as chances do modelo subir de preço para que a convivência entre os dois seja pacífica. 

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