Novo Renault Megane E-Tech faz 500 km e tem cara de Clio

Lançado em meados de 2021, a geração atual do Renault Megane E-Tech ainda impressiona pelo visual futurista, com maçanetas retráteis, LEDs que fazem um show ao destravar o carro e uma carroceria que mescla elementos de hatchback e SUV. Ao menos na Europa, a aposta deu certo, e foi só a primeira de uma grande leva de modelos a bateria em diferentes segmentos.

Agora, passados cinco anos e com uma grande leva de rivais chineses consolidados, chegou a hora de a francesa voltar a olhar para seu primeiro elétrico de volume. Discretas, as mudanças são mais pontuais do que revolucionárias, e estão concentradas principalmente no para-choque dianteiro.

No lugar do antigo DRL que mais parecia vindo dos novos Peugeot, a marca adota agora a nova identidade já presente em modelos como os SUVs Austral, Scenic e o hatch Clio, todos com frente mais retilínea, grade dianteira entre os faróis mais pronunciada e menos destaque para o losango do que o modelo anterior. Ainda há uma assinatura luminosa, que traz dois conjuntos de quatro elementos empilhados em cada lado do para-choque.

Em outros pontos, a falsa grade em preto brilhante agora incorpora dezenas de pequenos losangos ao redor do emblema maior para reforçar o tema. A Renault diz que a dianteira atualizada cria a impressão de um carro mais largo, embora isso seja difícil de avaliar apenas pelas imagens oficiais divulgadas para a imprensa.

Já na traseira, será preciso mais de uma olhada para notar as novidades. Destaque para as lanternas, que passam a ter um efeito mais tridimensional e deixam de usar cobertura de vidro. O para-choque traseiro redesenhado ficou mais destacado do que antes e ainda incorpora um elemento que lembra um difusor, com aletas verticais.




Foto de: Renault

Embora modelos reestilizados frequentemente eliminem botões físicos, felizmente não é o caso aqui. A Renault mantém comandos separados do ar-condicionado, em vez de integrar todas as funções à tela sensível ao toque. A central multimídia de 12” em posição vertical vem de série, assim como o painel de instrumentos totalmente digital de 12,3”.

Apesar de a cabine permanecer praticamente igual, uma atualização sutil se destaca na coluna A do lado do motorista. A Renault adicionou uma câmera interna que monitora a atenção do condutor para atender a novas regulamentações de segurança europeias. No Megane E-Tech, ela também funciona como um sistema de reconhecimento do motorista, capaz de ativar ajustes personalizados, como posição do banco e fontes de mídia preferidas.




Foto de: Renault

Nova bateria e mais autonomia

A autonomia segue sendo um tema sensível entre potenciais compradores de elétricos, e a Renault fez sua parte nesse aspecto. O Megane E-Tech agora pode rodar até 500 km no ciclo WLTP graças a uma nova bateria de fosfato de ferro-lítio. O conjunto do tipo LFP tem capacidade líquida de 67 kWh e é fisicamente maior do que a bateria anterior, o que levou os engenheiros a elevar a altura do carro em 20 mm.

Além de ir mais longe, o carro agora também recarrega mais rápido. A Renault aumentou a potência de recarga em corrente contínua (DC) em 35 kW, chegando a 165 kW, reduzindo o tempo necessário para recarregar a bateria de 15% a 80% para cerca de 24 minutos. Isso é aproximadamente 25% mais rápido do que antes.



Renault Megane E-Tech (2026)


Renault Megane E-Tech (2026)


Renault Megane E-Tech (2026)

Fotos de: Renault

Fotos de: Renault

A nova bateria alimenta o mesmo motor elétrico – somente dianteiro – que entrega 218 cv e 30,6 kgfm de torque, enviados exclusivamente ao eixo dianteiro. Ele faz 0–100 km/h em 7,6 s e atinge velocidade máxima de 160 km/h.

Mesmo destacando a versão de topo Esprit Alpine em suas fotos oficiais, a Renault também oferecerá o Megane E-Tech na configuração Techno – mesma oferecida por aqui. Essas serão as únicas duas versões disponíveis daqui para frente, já que o facelift também terá a missão de simplificar a linha. Há novos desenhos de rodas de aro 19” e 20”, além da nova pintura Satin Slate Blue, presente no carro de divulgação.



renault-megane-e-tech-br (1)

Oferecido por aqui desde meados de 2023, Megane E-Tech só emplacou 5 unidades neste ano 

Futuro por aqui é incerto

Apesar de nunca ter sido oferecido como um carro de volume no Brasil, a situação do modelo no país não é tão tranquila quanto na Europa. Em 2026, até o fechamento desta nota, foram somente cinco unidades vendidas e emplacadas, menos do que modelos exclusivos e bem mais caros.


O que você pensa sobre isso?


Desde seu lançamento, em meados de 2023, a marca passou a olhar com mais atenção aos SUVs médios tradicionais, lançando o Boreal no país. Houve ainda a oficialização da joint venture entre Renault e Geely, marca que foca justamente em carros eletrificados e que oferece o EX5 – em versões híbrida plug-in e elétrica – na mesma faixa de preços do Megane E-Tech.

Oficialmente, a marca não fala em um fim de linha, mas levando em conta o que já aconteceu com o Kwid E-Tech – que abriu espaço para o EX2 na gama de elétricos de entrada – não seria surpresa se a dupla focasse mais no EX5 daqui para frente. Afinal, caberá ao SUV médio da Geely inaugurar o espaço dedicado para a chinesa na fábrica de São José dos Pinhais (PR), onde também são feitos Kwid, Kardian e Boreal.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia