A BYD escolheu o Brasil para estrear uma tecnologia que deverá desempenhar papel importante na próxima etapa da sua expansão global. O novo Atto 2 DM-i Flex é o primeiro híbrido plug-in flex da marca no mundo, combinando eletricidade, gasolina e etanol em um único conjunto mecânico.
A estreia inaugura uma nova estratégia para a fabricante chinesa. A proposta é levar a tecnologia híbrida plug-in para uma faixa de preço mais próxima dos SUVs compactos tradicionais, disputando espaço não apenas entre os eletrificados, mas também com modelos como Chevrolet Tracker, Honda HR-V, Hyundai Creta, Toyota Yaris Cross e Volkswagen T-Cross.
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Fonte: BYD
Com produção no Brasil e entregas iniciando em breve, o novo SUV foi apresentado em duas versões, GL e GS, com preços a partir de R$ 149.990. A movimentação também reforça uma visão cada vez mais clara dentro da indústria: a eletrificação brasileira dificilmente será construída apenas sobre baterias. O etanol continua sendo uma peça importante dessa equação.
Por que o Atto 2 é importante?
A relevância do Atto 2 vai além do lançamento de mais um SUV compacto. O modelo é o primeiro produto da BYD a combinar a tecnologia híbrida plug-in DM-i com um motor capaz de operar tanto com gasolina quanto com etanol. A escolha do Brasil para essa estreia não aconteceu por acaso.
O país reúne algumas características únicas no mundo automotivo. Além de possuir uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta, também é líder global no uso de biocombustíveis. Para a BYD, isso cria um ambiente ideal para desenvolver soluções que conciliem eletrificação e combustíveis renováveis.
Na prática, o Atto 2 funciona como um laboratório para futuras aplicações da tecnologia híbrida flex da marca.
Como funciona o sistema híbrido DM-i Flex?
Embora o destaque esteja na capacidade de utilizar etanol, gasolina ou eletricidade, o principal diferencial do Atto 2 está na forma como o conjunto mecânico opera.
Diferentemente de um híbrido convencional, o sistema DM-i foi projetado para priorizar a propulsão elétrica na maior parte do tempo. O motor elétrico é responsável por mover o veículo em boa parte das situações de uso, enquanto o motor 1.5 flex atua predominantemente como gerador de energia para recarregar a bateria.
A ligação mecânica direta entre motor a combustão e rodas acontece apenas em situações específicas, geralmente em velocidades mais elevadas ou quando há necessidade de maior eficiência energética. Segundo a BYD, a nova geração do sistema alcança eficiência térmica superior a 46%, um dos índices mais elevados da indústria automotiva atual.
O resultado é uma experiência de condução muito próxima à de um veículo elétrico, mas sem a dependência exclusiva de pontos de recarga.

Foto de: BYD
Dimensões e espaço interno
Com 4,33 metros de comprimento, 1,83 metro de largura, 1,67 metro de altura e entre-eixos de 2,62 metros, o Atto 2 ocupa exatamente o centro do segmento de SUVs compactos.
As dimensões o colocam próximo de modelos como Creta, T-Cross e Tracker, enquanto o porta-malas oferece capacidade para 455 litros, volume competitivo dentro da categoria.
Visualmente, o modelo adota a linguagem de design mais recente da BYD, com faróis full LED, linhas mais limpas e uma dianteira inspirada nos veículos elétricos da marca.
Duas versões e até 110 km em modo elétrico
A versão de entrada GL utiliza bateria Blade de 7,85 kWh e entrega até 45 km de autonomia elétrica pelo ciclo NEDC. A potência combinada chega a 177 cv, com torque de 300 Nm e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos.
Já a versão GS recebe uma bateria Blade significativamente maior, com 18,03 kWh de capacidade. Com isso, a autonomia elétrica sobe para até 110 km, enquanto a potência combinada passa para 197 cv. O torque permanece em 300 Nm e a aceleração de 0 a 100 km/h cai para 8,4 segundos.
Segundo a fabricante, a autonomia total pode atingir até 1.045 quilômetros com tanque cheio e bateria carregada.

Interior do BYD Atto 2 Híbrido Plug-in Flex 2027
Foto de: BYD
Equipamentos e tecnologia
Desde a versão GL, o Atto 2 oferece uma lista de equipamentos bastante completa para a categoria. O pacote inclui câmera 360°, painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia rotativa de 10,1 polegadas, Apple CarPlay, Android Auto, atualização remota OTA, seis airbags, rodas de 17 polegadas, chave presencial e frenagem autônoma de emergência.
A versão GS adiciona central multimídia de 12,8 polegadas, integração nativa com Google Automotive Services, Google Maps embarcado, carregador por indução de 50 W, teto panorâmico, abertura via NFC ou Bluetooth e função V2L, que permite utilizar a bateria do veículo para alimentar equipamentos externos.
Outro destaque é o pacote ampliado de assistências à condução. A configuração topo de linha passa a oferecer monitoramento de ponto cego, alerta de colisão traseira, frenagem de tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência em faixa e reconhecimento de placas de trânsito.

Painel do BYD Atto 2 Híbrido Plug-in Flex 2027
Foto de: BYD
Produção nacional e próximos passos
A chegada do Atto 2 também marca um passo importante na nacionalização da operação da BYD. O SUV será produzido no Brasil e representa uma das primeiras aplicações da estratégia que combina eletrificação e biocombustíveis desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro.

Foto de: BYD
Mais importante do que os números de potência ou autonomia, o lançamento mostra que a fabricante enxerga o etanol como parte relevante do futuro da mobilidade nacional. Em vez de apostar exclusivamente em veículos elétricos ou híbridos tradicionais, a BYD decidiu combinar as duas tecnologias em um único produto.
É uma decisão que ajuda a explicar por que o Brasil foi escolhido para estrear mundialmente a tecnologia DM-i Flex.
Preços
BYD Atto 2 DM-i Flex GL: R$ 149.990
BYD Atto 2 DM-i Flex GS: R$ 169.990
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