No mercado desde meados de outubro de 2025, o Boreal ainda não é o que se pode chamar de sucesso absoluto. Também pudera, sua faixa de preço, entre R$ 170 mil e R$ 220 mil, é uma das que mais recebeu concorrentes nos últimos anos e, com isso, a Renault já pensa em novas formas de manter seu primeiro SUV médio nacional com frescor de novidade e também em par com o que os rivais oferecem.
Em entrevista ao podcast CBN Autoesporte, Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely Brasil, afirmou que o SUV será o pioneiro da francesa a ganhar sistema híbrido com funcionamento ‘inovador’, apesar de ainda não especificar exatamente como e nem por que. A ideia é que a novidade estreie em meados de 2027, já que o produto ainda está em desenvolvimento.
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Fonte: Mario Villaescusa / Motor1.com
Segmento mudou muito rápido
Ainda segundo Montenegro, o o segmento C – onde está o Boreal – acelerou rapidamente para os eletrificados, caso do próprio Geely EX5, equivalente da marca chinesa para o modelo francês. Assim, a movimentação faz sentido.
No caso do chinês, ele nasceu como elétrico e, no início de 2026, ganhou versão híbrida do tipo plug-in. BYD e GWM também estão tendo muito sucesso com modelos do tipo, caso dos modelos da família Song e do Haval H6.
Hoje, a marca vende o Boreal apenas com o conhecido propulsor 1.3 TCe – comum ao Duster e que já esteve na Oroch – de 163 cv, sempre ligado a um câmbio automatizado do tipo DCT, com dupla embreagem banhada a óleo. E são grandes as chances de que ele siga o que seu primo romeno, o Dacia Bigster, já oferece.

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

Foto de: Renault

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com
Por lá, ele conta com uma variação do TCe levemente menor, de 1.2 litros, de até 140 cv de potência e 23,5 kgfm de torque, mas utilizando um sistema híbrido leve de 48 volts um tanto mais complexo do que o que é de costume.
Diferente do que ocorre em um Jeep Renegade, por exemplo, que troca o alternador pela eletrificação leve – que não traciona as rodas -, o Bigster híbrido conta com um motor traseiro que entrega outros 31 cv de potência e 8,9 kgfm de torque, que também tem um sistema próprio de embreagem com duas marchas e possibilidade de desacoplamento, permitindo ao SUV rodar no modo ‘velejar’ por alguns momentos, utilizando a tração traseira para isso.

Renault Niagara, próxima picape da marca, deve ser beneficiada pelo sistema eletrificado 4×4
Foto de: Motor1 Brasil
4X2 ou 4X4
Uma bateria de íons de lítio de 48V, com capacidade de 0,84 kWh, compõe o conjunto. Ela é carregada tanto por frenagens regenerativas quanto pelo próprio propulsor a combustão, fornecendo energia ao motor elétrico durante a tração. Esse suporte atua como um reforço de força em baixa velocidade na primeira marcha ou como um auxílio direto ao motor a gasolina na segunda marcha.
Ele pode rodar em modo 4×2, sempre com o motor a combustão dianteiro, em 4×2 traseiro – quando o motor desacopla e o carro entra no modo velejar – e em 4×4 sob demanda. Segundo a Autoesporte, a francesa trocará o propulsor pelo conjunto já utilizado por aqui.
Esse seria um sistema eletrificado com 4×4 muito bem-vindo, aliás, na picape Niagara. O modelo é derivado da mesma base do Boreal e chegará em breve para disputar entre as picapes intermediárias de topo, onde estão Ram Rampage, Ford Maverick e Fiat Toro, estas duas últimas híbridas do tipo pleno e leve. Em breve, essa disputa ganhará ainda três rivais eletrificadas: a VW Tukan, do tipo leve, e as BYD Mako e Toyota Corolla picape, do tipo plug-in.
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