Seguindo um caminho um tanto diferente de suas rivais, a Hyundai decidiu transformar o Iconiq em uma linha completa de modelos, inclusive com elétricos de entrada. Esse será o papel do novo Ioniq 3, um hatch com estilo de cupê e que lembra muito um velho conhecido da marca coreana: o Veloster.
O Ioniq 3 adota a nova linguagem de design Art of Steel da Hyundai. Ele tem muito do Ioniq 5 que já conhecemos hoje, mas aposta em elementos vincados. Do Veloster, traz a carroceria crossover entre um hatchback e um cupê, porém sem a ousadia (ou esquisitisse, como preferir) das três portas. Portanto, adota layout tradicional, com quatro portas.
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Fonte: Hyundai
Meio Veloster, meio Prius
O perfil é marcado pela coluna dianteira bastante inclinada e pelo caimento acentuado do teto em direção à traseira, emulando a silhueta do antigo cupê coreano. Essa fluidez superior contrasta com a porção inferior, onde molduras pretas proeminentes contornam as caixas de roda e as saias laterais, conferindo um volume extra e até um leve ar de SUV.
Já na traseira, a tampa do porta-malas apresenta o vidro bipartido por um aerofólio integrado, evocando modelos como o Citroën C4 VTR e as gerações antigas do Toyota Prius. Por fim, o visual é arrematado por lanternas de LEDs extremamente afiladas com a assinatura de pixels, que se estendem horizontalmente para acentuar a largura do modelo.



Fotos de: Hyundai
Fotos de: Hyundai
No porta-malas, a marca afirma que será possível levar 442 litros, incluindo 119 l no “Megabox”, um compartimento integrado sob o piso falso do porta-malas. Diferente de alguns elétricos, no entanto, não haverá o “frunk”. Por fim, entre os itens disponíveis, há sistema de som premium Bose, ar-condicionado digital de duas zonas e iluminação ambiente de LEDs.

Foto de: Hyundai
Sistema Pleos
O interior também é minimalista, mas a Hyundai não se esqueceu dos botões físicos, aqui posicionados abaixo do multimídia em posição destacada, no centro do painel. As inspirações em outras marcas – intencionais ou não – continuam no volante do tipo base chata, que lembra vagamente o utilizado pela Peugeot. Logo acima, há ainda uma pequena tela para os instrumentos.
Um dos destaques é a utilização do novo sistema Pleos. O nome deriva da junção da palavra grega “Pleo”, que significa “mais”, e “OS”, referente a sistema operacional. A Hyundai afirma que a iniciativa visa criar uma experiência de mobilidade centrada no software, permitindo que seus veículos evoluam com atualizações contínuas.

Foto de: Hyundai
A Pleos é uma plataforma de software integrada que abrange desde o sistema de informação e entretenimento (Pleos Connect) até a infraestrutura de nuvem e o sistema operacional do veículo. Nos carros mais caros, a marca vai implantar um sistema de direção autônoma de nível 2, graças aos módulos de câmeras e radares.

Foto de: Hyundai
Base de 400 volts
Falando em arquitetura, o Ioniq 3 usa a plataforma E-GMP de 400 volts da Hyundai e que é compartilhada com sua irmã Kia. No powertrain, a marca destaca que haverá apenas um único motor dianteiro que entrega até 147 cv (108 kW) na versão de entrada, com bateria de 42,2 kWh e autonomia de até 343 km no ciclo global WLTP.
Já a configuração de maior autonomia traz bateria de 61,0 kWh e alcança até 496 km. Curiosamente, ela tem menos potência que a Standard Range, com 135 cv (101 kW), e é mais lenta no 0–100 km/h: 9,0 s contra 9,6 s. O torque é o mesmo nas duas, com 25,4 kgfm, e a Hyundai limita a velocidade máxima a 169 km/h.

Foto de: Hyundai
A marca ainda não fala em preços, mas devido ao seu porte e especificações técnicas, deve concorrer com outros elétricos de entrada. Na Europa, onde o modelo foi apresentado, fala-se nos Renault 4 e 5, BYD Dolphin e os primos Kia EV2 e EV3. Por enquanto, não há intenções para que o Ioniq chegue em outras regiões, como o Brasil.
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