Gigantes do K-pop querem criar um festival global no estilo do Coachella

As maiores agências de K-pop da Coreia do Sul estão em negociações para unir forças em um festival de música global que pode reunir as principais estrelas da indústria, no que a mídia local tem chamado de “versão coreana” do megafestival americano Coachella.

HYBE, SM Entertainment, YG Entertainment e JYP Entertainment afirmaram, em comunicado, que estão se preparando para criar uma joint venture para desenvolver o evento “Fanomenon”, um festival de grande escala destinado a exibir a cultura popular coreana para um público global.

As conversas também envolvem o Comitê de Intercâmbio de Cultura Popular do governo, à medida que as empresas buscam novas formas de expandir a presença global do K-pop por meio da cooperação de toda a indústria, em vez de projetos individuais de cada empresa.

“Fanomenon” — termo que combina “fan” (fã) e “phenomenon” (fenômeno) — foi revelado no ano passado por Park Jin-young, fundador da JYP e copresidente do comitê. No lançamento em outubro, Park afirmou que a ambição é criar um megafestival recorrente, começando na Coreia do Sul e, eventualmente, percorrendo cidades ao redor do mundo, com o objetivo de rivalizar com festivais internacionais líderes, como o Coachella.

Segundo a visão de Park, o festival pode começar já em 2027 na Coreia do Sul, seguido por edições no exterior a partir de 2028, apresentando um lineup abrangente que engloba o K-pop e outros elementos da cultura popular coreana.

As discussões ocorrem em meio a um esforço mais amplo do presidente Lee Jae-myung para promover a indústria do K-pop, após designar Park para liderar esses esforços e prometer forte apoio governamental, mantendo-se fora das decisões artísticas.

As empresas ressaltaram, no entanto, que as discussões ainda estão em estágio inicial e que nenhum plano de negócios concreto, cronogramas ou estruturas operacionais foram finalizados. Elas afirmaram que a joint venture está sendo considerada como um possível modelo de cooperação e que os procedimentos necessários, incluindo o registro na Comissão de Comércio Justo, estão em andamento. As decisões serão tomadas com cautela à medida que as negociações avançam, levando em conta as condições do mercado e as opiniões de toda a indústria.

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