Após confirmar, no início de março, que comercializará o Vitara elétrico no país, a Suzuki não demorou muito para retirar seu único produto oferecido até então, o Jimny, do site oficial. O pequeno 4×4 estava em situação delicada já há algum tempo, e não tem mais unidades disponíveis à venda.
O Suzuki Jimny era vendido no Brasil apenas na versão 3 portas e em seis configurações. A versão de entrada era chamada de 4YOU Allgrip e contava com opção de câmbio MT ou AT. Acima delas, havia as configurações 4SPORT Allgrip, 4YOU Plus Allgrip, 4STYLE AllGrip e a topo de linha, chamada de 4EXPEDITION Allgrip, todas com câmbio AT. A mais barata tinha preço sugerido de R$152.990, chegando aos R$213.990 na mais cara.
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Todas elas contavam sob o capô com o propulsor 1.5 16V aspirado movido somente com gasolina capaz de render 108 cv de potência a 6.000 rpm e 14,1 kgfm de torque a 4.000 giros. Nas manuais, o Jimny contava com cinco marchas, enquanto a automática contava com quatro.
O que aconteceu?
Durante todo o ano de 2025, a HPE Automotores, grupo responsável tanto pela Suzuki como pela Mitsubishi no país, teve dificuldades para conseguir homologar o SUV para as novas regras de emissão mais rígidas do Proconve L8, que entraram em vigor no início do ano. O grupo, entretanto, conseguiu negociar a vinda de de um lote de 1.000 unidades importado durante 2024 para que a rede continuasse a se manter abastecida ao longo do ano passado.
O CEO do grupo, Mauro Correa, já havia dito em bate-papo para o Motor1.com Podcast há algum tempo que desejava ampliar o leque de oferta da marca japonesa por aqui, mas que dependia da matriz para aprovar novos projetos. Com isso, espere por mais modelos além do Vitara elétrico para o futuro.
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Futuro pode estar na Índia
Uma das falas do executivo, aliás, dá dicas do que esperar para o médio prazo: “A Suzuki tem um portfólio muito interessante e muitos carros produzidos na Índia”, disse, fazendo referência ao principal mercado global da marca na atualidade. É de lá que virá o Vitara elétrico, mas a empresa tem também o Fronx, que atua no segmento de SUVs de entrada.
O modelo poderia ser uma opção interessante para a HPE Automotores e a Suzuki do Brasil por oferecer opções eletrificadas, que são menos custosos para homologação. O Fronx é movido por um propulsor a gasolina de 1,5 litro naturalmente aspirado de 103 cv, que funciona em conjunto com um sistema de hibridização leve de 12V.
Esse motor pode ser combinado com uma transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis marchas. A tração é sempre canalizada para o eixo dianteiro. Com esse conjunto, o Fronx faz média de 19,2 km/l pelas medições indianas.
Por aqui, ele poderia ser uma opção diferenciada aos SUVs compactos com hibridização leve, concorrendo com modelos como Fiat Pulse e Fastback, Kia Stonic ou CAOA Chery Tiggo 5x, todos com motores de baixa cilindrada e posicionados como modelos de entrada.
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