O grupo Stellantis bem que tentou, mas o mercado norte-americano não aceitou muito bem sua transição, nos últimos anos, para modelos eletrificados em suas marcas mais emocionais, como Jeep, Ram e Dodge.
A mudança, que foi bancada pelo ex-CEO do grupo, Carlos Tavares, pretendia que suas marcas fossem rumo aos veículos 100% elétricos e a novos motores a combustão, menores, até o fim da década. O primeiro e principal símbolo dessa mudança foi o Charger, relançado somente como BEV em sua atual geração. Nem é preciso dizer que foi um fracasso.
Retorno aos poucos
Além dele, as marcas especializadas em SUVs e picapes de grande porte decidiram também abandonar o velho Hemi V8 em favor de propulsores da família Hurricane. A mudança também não foi bem vista, ainda que não tenha manchado a reputação das duas como ocorreu com a Dodge.
Mesmo assim, com a mudança de administração, o grupo Stellantis logo tratou de reverter esse quadro. O Charger, por exemplo, ganhou o Sixpack, com propulsores seis cilindros em linha, e já se fala em um futuro V8. No caso da picape grande 1500, o modelo recebeu de volta o Hemi no início deste ano. O próximo na lista, seguindo a tendência dos dois anteriores, é o Jeep Grand Cherokee.
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O SUV deixou de ser oferecido com propulsores híbridos PHEV de quatro cilindros – versão que era disponibilizada até o início deste ano também no Brasil, diga-se – e fala-se em um retorno ao V8, tal como nas gerações dos anos 90.
Em conversa com The Drive, Joe Aljajawil, gerente de engenharia de integração veicular do Grand Cherokee, afirmou à publicação que a Jeep está “ouvindo” os clientes do Grand Cherokee que querem o V8 de volta e que eles devem “ficar atentos para mais novidades”. O que isso significa, exatamente, ainda não está totalmente claro.
Jeep no Brasil segue mesma ideia
Mudando de mercado, a estratégia da Jeep em apostar em motores maiores não é exatamente algo exclusivo dos EUA. Respeitando as realidades diferentes, os últimos investimentos da norte-americana foram nos propulsores 2.0 turbo da família Hurricane – que virou flex na virada para 2026 – e está presente na linha Compass e Commander, podendo chegar também à Ram Rampage, que o utiliza na versão esportiva R/T.
Vale lembrar que a marca também declinou, por aqui, da oferta de híbridos com necessidade de recarga externa tanto no Compass quanto no Grand Cherokee, finalizado a carreira das versões 4xe. Para o futuro, a oferta quando o assunto é eletrificados deve ficar entre os híbridos leves de 12 volts, no Avenger, e de 48 volts nos irmãos maiores. Correndo por fora, o Cherokee com motor híbrido pleno também pode aparecer por aqui.
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