relembre a geração que mais apostou no luxo

Quando o nome Volkswagen Passat vem à cabeça, de qual carro você lembra? Se for mais velho, provavelmente da primeira geração do modelo, vendido por aqui como um hatch de duas e quatro portas, entre os anos de 1974 e 1988. Talvez até se lembre do Santana, a segunda geração do Passat, vendida dos anos 80 aos 2000 como sedã e perua no Brasil.

Mas o Volkswagen Passat, que já se tornou cinquentão, também marcou época em suas gerações mais atuais, quando passou a ser importado da Alemanha. Com status bem diferente de suas encarnações anteriores, o Passat ‘alemão’, como ficou conhecido, apostava muito mais no luxo e na sofisticação do que seus antecessores. Na verdade, foi por meio do sucesso dele que o fabricante alemão ousou pensar em avanços maiores, caso do Phaeton e do Touareg, mas isso já é assunto para outra história.

Aqui especialmente relembramos a geração B6 do Volkswagen Passat, responsável por abandonar a plataforma compartilhada com o Audi A4, de motor longitudinal, para passar a utilizar algo mais tradicional, fruto da então nova base PQ46, derivada da PQ35 utilizada no Golf e no Jetta MK5, ambos da mesma época.

Desenhado por Murat Günak, tanto o sedã quanto a perua (chamada de Variant) contavam com uma grande grade dianteira cromada em “V”. O modelo apostava em linhas gerais bem maiores, mais esportivas e luxuosas que os antecessores, podendo ser equipado com faróis dotados de projetor e iluminação de xenônio.



VW Passat B6 faz 20 anos, relembre história

Grade em V marcou época e chegou a quase todos os carros da marca na época

Foto de: Redação Motor1 Brasil

Foi com ele, aliás, que a marca começou a padronizar mais sua identidade visual, utilizando a mesma ideia de dianteira desde carros pequenos, como Gol e Polo, até seus modelos mais luxuosos, como o já citado Touareg.

Externamente, as luzes traseiras passavam a ser horizontais, contando ainda com elementos arredondados em sua parte interna. Se você olhou para a traseira da perua e lembrou da SpaceFox, tem motivo. No interior, o Passat sedã e a Variant apostavam bastante em itens de comodidade até então pouco comuns em sua categoria, como freio de estacionamento automático e o sistema de partida com botão, onde a chave do tipo keyless era ”inserida” no painel.



VW Passat B6 faz 20 anos, relembre história

Com linhas mais limpas e mais longas, sedã ficou mais classudo do que gerações anteriores 

Foto de: Redação Motor1 Brasil

O teto solar trazia a tecnologia fotovoltaica, capaz de utilizar os raios solares para gerar eletricidade e alimentar o sistema de ventilação interna, mantendo o carro fresco mesmo desligado. O ar-condicionado era automático de duas zonas e o som podia oferecer disqueteira para até seis CDs e, em alguns mercados, sistema de navegação.

Com a mudança de geração, o Passat B6 cresceria em todas as dimensões: 9,2 centímetros no comprimento e 7,4 centímetros na largura, para ser exato. Na época, a Volkswagen destacava o bom volume do porta-malas da perua, que passava a 603 a 1.731 litros. Isso era possível graças à mudança para motores a gasolina e a diesel instalados transversalmente.



VW Passat B6 faz 20 anos, relembre história

Porta malas da Passat Variant cresceu graças ao motor transversal, passando a ter 603 a 1.731 litros

Foto de: Redação Motor1 Brasil

Graças à nova disposição mecânica, a alemã ampliou a gama de motores e de transmissões, sendo a primeira vez que o modelo médio grande passava a contar com câmbio de dupla embreagem, o DSG, e que, a depender da versão, podia fazer conjunto com sistema de tração integral do tipo 4MOTION.

A gama de motores abrange um amplo espectro. No caso dos motores a diesel, os clientes preferem o motor TDI de quatro cilindros de 77 kW (105 cv) a 125 kW (170 cv). Nos motores a gasolina, a potência variava de propulsores 1,6 litros com 77 kW (105 cv) até o modelo topo de linha R36 com motor de seis cilindros de 3,6 litros e 220 kW (299 cv). A tração nas quatro rodas estava disponível opcionalmente para os motores de 2,0 litros, enquanto os modelos R36 são equipados de série com 4MOTION.



VW Passat B6 faz 20 anos, relembre história

Interior era refinado e trazia tecnologias até então pouco comuns em carros de marcas generalistas, caso do freio com autohold ou o teto solar fotovoltaico 

Foto de: Redação Motor1 Brasil

No Brasil, em especial, tanto a perua quanto o sedã estiveram disponíveis com três motores principais, dois deles sendo o 2.0 de quatro cilindros FSI (sem turbo) de 150 cv e 20,4 kgfm de torque, o TFSI (turbinado e com a inédita injeção direta) de até 200 cv e 28,5 kgfm, e a rara versão V6, que utilizava um 3.2 de 250 cv e 33,7 kgfm de torque. 

Paralelamente ao Passat B6, a VW fabricava na China, através da joint-venture FAW-Volkswagen, o Magotan, uma versão ligeiramente modificada para o gosto local a partir de novembro de 2007 e como Variant a partir de junho de 2010. A produção chinesa terminaria em 2011, para dar lugar ao Passat NMS, uma versão de baixo custo feita também para o mercado norte-americano.



VW Passat B6 faz 20 anos, relembre história

Foto de: Reprodução

Passat CC

Não muito afeita a ousadias, a VW resolveu apostar alto em sua exceção, o Passat CC. Lançado em 2008. Na nova configuração, que contava com formato muito mais próximo de um cupê de quatro portas, a marca queria investir no público que não se sentia representado pela solidez tradicional das configurações sedã e perua.

Na dianteira, a identidade visual da época, sempre com grade em V, estava presente, mas era muito mais fluída do que qualquer outro carro da alemã oferecido naquele momento, graças ao capô mais curto e inclinado. A linha de cintura, por sua vez, era mais arredondada.



VW Passat B6 faz 20 anos, relembre história

Foto de: Reprodução



VW Passat B6 faz 20 anos, relembre história

Foto de: Reprodução

Fotos de: Reprodução

Baseando-se em grande parte na versão sedã, o teto da versão CC passava a ser 50 milímetros mais baixo, a carroceria, por sua vez, era 36 milímetros mais larga e a bitola dianteira aumentava 11 milímetros, enquanto a traseira crescia 16 milímetros.

Para um cupê, o modelo oferecia um volume de porta-malas incomumente grande de 532 litros, que poderia ainda ser ampliado rebatendo os bancos traseiros. Com portas sem moldura e coluna C suavemente inclinada, o Passat CC relembrava os bons tempos de esportividade que o carro tinha em suas primeiras gerações.



Passat B7

Foto de: Redação Motor1 Brasil

Nova geração ou facelift pesado?

Produzido entre meados de 2005 a julho de 2010, o Passat B6 tinha sua produção majoritariamente na Alemanha (60%), dando lugar a aquele que seria considerado uma nova geração, o B7. Na verdade, tal como já havia ocorrido com o Golf MK5 para o MK6 e o próprio Passat na geração B3 e B4, o modelo era um facelift extenso na carroceria que já estava em produção.

O VW Passat B7 foi apresentado ao público pela primeira vez no Salão do Automóvel de Paris, em 22 de outubro de 2010. Apesar de não impactar no visual como seu antecessor, trazia boas novidades na parte técnica, como sistema de baliza automática – que já estava presente no Tiguan -, controle automático adaptativo e detector de fadiga, itens que só agora, mais de uma década depois, começam a virar comuns em segmento inferiores. 

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