Ainda lutando para se recuperar de uma crise financeira global e da tentativa mal-sucedida de união com a conterrânea Honda, a japonesa Nissan faz o que pode para seguir relevante no mercado mundial. Dentro desse esforço está o retorno do icônico GT-R. A dúvida é como essa nova geração vai nascer.
A marca já afirmou diversas vezes que o GT-R voltará, mas também admite que não há decisão sobre qual caminho técnico o projeto seguirá. Elétrico, híbrido ou combustão tradicional continuam na mesa enquanto a empresa tenta entender o que faz sentido no cenário atual. Segundo executivos, tudo ainda está em estudo.

Fonte: Nissan
Guillaume Cartier, diretor de desempenho da Nissan, comentou em entrevista à revista britânica Autocar que não existe um plano claro para o próximo superesportivo e que a marca vem explorando “diferentes caminhos” antes de bater o martelo. O conceito Hyper Force, mostrado em 2023 com quatro motores elétricos e 1.341 cv, ajudou a dar uma ideia do que seria um GT-R futurista, mas a própria Nissan reconhece que o protótipo não define o formato final do vindouro R36.
Com o fim da produção do R35, a pressão dos fãs aumentou. Ivan Espinosa, CEO e presidente da Nissan, disse no início deste ano que a empresa quer ver o “nome GT-R voltar um dia”, embora tenha admitido que isso não deve acontecer no curto prazo. Ele reforçou que a Nissan não tem um plano preciso finalizado e que o esportivo “evoluirá e surgirá no futuro” conforme o projeto avançar.

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Fonte: Nissan
Outros nomes dentro da montadora compartilham a mesma visão. Ponz Pandikuthira, chefe de planejamento de produtos da Nissan nos Estados Unidos, afirmou que “o GT-R voltará, sem dúvida”, mas também reconheceu que ainda há muitas indefinições sobre qual será o formato ideal para a próxima geração. O consenso dentro da empresa é que o retorno é certo, só não há garantia de quando e nem com qual motorização.
A situação financeira da Nissan pesa nessa equação. A marca passa por um processo de reorganização global enquanto tenta recuperar volume e rentabilidade em vários mercados. Nesse contexto, criar um supercarro totalmente novo, caro e de baixo volume, não é algo simples de encaixar no orçamento. Mesmo assim, fontes internas confirmam que há estudos preliminares sendo desenvolvidos para pavimentar o caminho do sucessor do R35.

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Fonte: Robin Trajano | Motor1
Entre as possibilidades avaliadas, um GT-R híbrido aparece como a rota mais racional. A indústria já segue por esse caminho com modelos como Ferrari 296 GTB e Lamborghini Temerario, que combinam motores a combustão com forte auxílio elétrico. Se seguir essa lógica, o novo GT-R teria potência acima da geração anterior, que chegava a 600 cv no pacote Nismo.
Por ora, a Nissan não sabe em que forma a lenda renascerá. O que existe de concreto é apenas a vontade de trazer o GT-R de volta. O resto ainda está sendo desenhado — e o mundo deverá esperar um pouco mais para conhecer o próximo capítulo do Godzilla.
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– Equipe do Motor1.com