A Omoda-Jaecoo confirmou que a instalação de uma fábrica no Brasil faz parte dos planos estratégicos da marca e deve começar a operar na metade de 2026. A informação foi divulgada durante o lançamento dos novos Omoda 5 HEV e Omoda 7 PHEV, evento em que executivos detalharam metas, cronograma e estratégia de crescimento da companhia no país.
Segundo a montadora, não há possibilidade de manter a operação brasileira sem produção local. “A fábrica é mandatória aqui. Não há nenhuma dúvida sobre isso”, afirmou Shawn Xu, vice-presidente da Chery International e CEO da Omoda Jaecoo, reforçando que o projeto está previsto desde o início da operação da Omoda no Brasil.
Foto de: Motor1 Brasil
Operação escalonada e montagem local
Enquanto a planta definitiva é construída, a marca planeja iniciar a montagem de veículos em parceria com fabricantes já instalados no país, em um formato CKD ou SKD. Essa etapa permitirá acelerar a presença no mercado e preparar a base industrial antes da operação completa. A construção da fábrica deve levar entre dois e quatro anos, segundo a companhia.
“Desde o começo da operação no Brasil, o plano de ter produção local já fazia parte da estratégia. Agora estamos avaliando parceiros e opções para acelerar esse processo”

Foto de: Motor1 Brasil
Além de atender a demanda brasileira, a futura unidade brasileira terá capacidade para exportar veículos para outros países da América do Sul, consolidando o Brasil como base regional da marca.
“Não estamos olhando o Brasil apenas como um mercado local, mas como uma base estratégica para toda a região”.
Portfólio adaptado
Diferente de outras montadoras chinesas que focaram exclusivamente em eletrificados, a Omoda mantém um portfólio variado, que inclui modelos elétricos, híbridos, híbridos plug-in e até veículos a combustão. Todos os modelos trazidos para o Brasil foram calibrados para atender às preferências do público local, após pesquisas detalhadas sobre necessidades e expectativas dos consumidores.
“Antes de trazer qualquer modelo, fazemos pesquisas para entender as necessidades do cliente e calibramos o carro para o nosso mercado. Nosso objetivo é entregar produtos que realmente atendam o que o consumidor brasileiro precisa”.

Foto de: Motor1 Brasil
Metas de vendas e crescimento
A empresa pretende alcançar 50 mil unidades anuais a partir de 2026, volume considerado adequado para viabilizar a fábrica. Para 2025, o objetivo é fechar o ano com cerca de 5 mil veículos vendidos, entre híbridos, plug-ins e elétricos.
Com planos ambiciosos, nos próximos três anos a Omoda tem a meta de estar entre as dez maiores marcas do Brasil, sustentada pela expansão da rede, diversificação do portfólio e futura produção local.
“Não entramos no mercado apenas por oportunidade de curto prazo. Nosso compromisso é de longo prazo, construindo reputação e mantendo operação contínua no país”.

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Fonte: Omoda & Jaecoo
A segunda ofensiva da Omoda-Jaecoo contou com a dupla Omoda 5 HEV e o Omoda 7 PHEV, lançados oficialmente no Brasil com preços a partir de R$ 159.990 e R$ 254.990, respectivamente. O Omoda 5 HEV combina motor 1.5 turbo a gasolina com um elétrico, somando 204 cv e 30,4 kgfm, capaz de ir de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos e alcançar mais de 1.000 km de autonomia. Já o Omoda 7 PHEV adota conjunto semelhante, porém com bateria maior e potência combinada de 279 cv, oferecendo até 60 km de rodagem elétrica e alcance total de 1.200 km, segundo a marca. Ambos chegam em versões Luxury e Prestige, com amplo pacote de assistentes de condução (ADAS), multimídia avançada e recursos de conforto que incluem telas duplas, carregador por indução e sistemas premium de som e massagem.
Por trás dessa expansão está a Chery International, controladora da Omoda & Jaecoo e atualmente a maior exportadora de automóveis da China, com presença em mais de 80 mercados globais. O grupo pretende usar o Brasil como uma de suas principais bases na América Latina, combinando importação de veículos eletrificados com desenvolvimento local. Nesse contexto, a marca já trabalha em um motor híbrido flex, projetado para operar com etanol, que deve ficar pronto em meados de 2026. O objetivo é ampliar o portfólio nacional e adaptar a tecnologia híbrida à realidade do consumidor brasileiro.
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